El Niño, o fenômeno que favorece de secas a inundações e promete eventos extremos neste restante de 2026 e em 2027, está se intensificando com o aquecimento global. Dados coletados de corais em Galápagos (Equador), arquivo natural com um milênio de informações, mostram que a oscilação está ao menos 36,5% mais intensa do que durante o período pré-industrial. A conclusão é de um artigo publicado nesta quinta-feira (27) na revista Science e confirma o que dados observacionais já sugeriam: o El Niño também está sendo impactado pela mudança climática provocada sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás natural. Ainda que presumida, tal relação era de difícil comprovação pela falta de registros mais remotos e pela grande variabilidade natural do fenômeno. O estudo liderado por Julia Cole, professora da Universidade de Michigan, contorna o problema por meio da análise geoquímica de alta resolução de corais do arquipélago no Pacífico e de exemplares fossilizados.