O que deveria ser um dia de celebração transformou-se em um teste de fé para o padre Rafael Magul, da Igreja Ortodoxa de Goiânia. A viagem ao Líbano, onde defendeu sua tese de mestrado, coincidiu com o seu aniversário de 58 anos, nesta sexta-feira (6), data em que Israel intensificou os ataques ao país vizinho. Em vez da tradicional celebração na comunidade goianiense, ele encontra-se em meio a explosões na capital libanesa, Beirute. O drama não é novo. Essa é a terceira vez que o religioso presencia um conflito no território, onde já morou e tem parentes. Mesmo não sendo inédito, o cenário causa uma certa apreensão. “O medo é algo natural do ser humano, mas temos que fortalecer a fé”, prega o religioso. Magul relata um cenário caótico. “O impacto das bombas é fortíssimo, a luz também. Os vidros tremem. Vemos drones de Israel constantemente dando voltas. Ninguém sabe em que momento vai cair a bomba”, relata. Também destaca o fluxo constante de pessoas inocentes fugindo. “O pior é ver mulheres saindo correndo, pessoas inocentes. Por trás de cada edifício estão as pessoas, que estão ficando sem nada.”