Um dia após a morte do líder supremo do Irã e de boa parte da cúpula militar do país em um ataque promovido pelos Estados Unidos e Israel, a teocracia busca demonstrar que está viva, dando os primeiros passos para a sucessão de Ali Khamenei. Segundo a mídia estatal, o presidente Masoud Pezeshkian reapareceu neste domingo (1º). Ele havia sido um dos alvos do ataque do sábado (28). Em comunicado, ele afirmou que o ataque foi "uma declaração de guerra contra os muçulmanos", e a vingança, "um direito legítimo e um dever". Ato contínuo, foi confirmada a composição do chamado Conselho de Liderança Interina, que ocupará as funções de Khamenei até a escolha de um sucessor, o que ocorrerá quando for reunida a Assembleia dos Peritos, com 88 membros. Além de Pezeshkian, integram o conselho o aiatolá Alireza Arafi, 1 dos 12 membros do central Conselho dos Guardiões, e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei. Não há um prazo estimado para o processo de escolha, que é altamente opaco.