Sob pressão dos Estados Unidos para não descarrilar o processo de paz que ainda nem começou com o Irã, o governo de Israel anunciou nesta quinta-feira (9) que vai abrir negociações para estabelecer relações com o Líbano. À luz dos repetidos pedidos do Líbano, eu instruí o gabinete ontem a começar negociações diretas o mais rapidamente possível. Elas vão focar em desarmar o Hezbollah e estabelecer relações pacíficas entre Israel e o Líbano", disse em nota o premiê Binyamin Netanyahu. Como seria óbvio, por não estar envolvido na equação como par, o Hezbollah anunciou em um comunicado que rejeita as negociações. Com isso, o único parceiro de Donald Trump na guerra de cinco semanas paralisada na terça (7), para uma trégua visando negociações, parece atender a uma demanda da Casa Branca. Segundo múltiplos relatos na imprensa americana, o republicano pediu para que Israel suspendesse os ataques ao Líbano. Tanto Washington quanto Tel Aviv disseram que a luta contra o Hezbollah não está coberta no cessar-fogo, mas isso fez com que o Irã ameaçasse romper a trégua.