Desde o primeiro dia de volta à Casa Branca, Donald Trump já dava sinais de que a relação com o Brasil não seria marcada por tranquilidade. Em 20 de janeiro de 2025, afirmou que o relacionamento entre os dois países seria positivo, ainda que com uma hierarquia clara: "Deve ser ótima, eles precisam de nós mais do que precisamos deles". O ano foi marcado por críticas à condução do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pela imposição de tarifas comerciais e pela sanção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ao longo desse período, o governo Lula trabalhou para reduzir tensões, e o primeiro sinal de distensão veio durante a Assembleia-Geral da ONU, quando Trump afirmou ter tido uma "química excelente" com o presidente brasileiro. Desde então, a sanção contra Moraes foi retirada, e parte das tarifas acabou suspensa. Ainda assim, neste ano, embora Trump tenha deixado de fazer críticas diretas a Lula, novas crises ganharam destaque, como a negativa de visto ao diplomata Darren Beattie, a prisão —e posterior soltura em poucos dias— do ex-delegado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e a possibilidade de facções como o PCC e o Comando Vermelho serem designadas como organizações terroristas.