A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou nesta quinta-feira (17) um amplo plano para proteger crianças dos perigos online, propondo proibir menores de 13 anos de usar redes sociais e exigir que os serviços digitais criem contas seguras para o público infantil. A medida segue iniciativas semelhantes na Austrália, no Reino Unido, na China, na Índia, na Turquia e em vários países da União Europeia, em meio a preocupações sobre o impacto do Facebook e do Instagram, da Meta, do TikTok, do YouTube, do Google e do ChatGPT na saúde mental e na segurança das crianças. As dificuldades da Austrália para fazer cumprir sua proibição -a primeira do mundo- do uso de redes sociais por menores de 16 anos indicam que a Europa também poderá enfrentar uma batalha difícil. Hoje, nossas crianças estão interagindo com algumas das tecnologias mais sofisticadas já criadas, e elas não foram desenvolvidas tendo em mente o bem-estar e o desenvolvimento infantil", afirmou Von der Leyen ao apresentar o projeto.