Na guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel no Oriente Médio, ao atacarem o Irão no sábado (28), e na escalada do conflito com a resposta pela nação persa e grupos aliados, o uso de drones e de inteligência artificial desponta como mais avançada estratégia, determinante na exatidão para matar o líder iraniano Ali Khamenei e grande parte da cúpula da Guarda Revolucionária iraniana. Especialistas em uso militar da IA destacam eficiência para tarefas de logística, análise de dados e organização de documentos em ambientes sigilosos. No caso dos drones, baixo custo e facilidade de produção e disparo os colocam na linha de frente. Ambos evitam envolvimento humano direto nas ações. Por essa combinação de fatores, “o uso militar da inteligência artificial pode ser considerado uma das causas do aumento de conflitos armados verificado nos últimos anos ao redor do mundo”, constata Rafael Rodrigues Pereira, professor de Ética na Faculdade de Filosofia da UFG e coordenador do Eiafh, núcleo de pesquisa sobre Ética e Inteligência Artificial.