O delegado Hellynton Carlos de Carvalho, primeira testemunha a ser ouvida no júri do caso Valério Luiz, afirmou durante depoimento iniciado na tarde desta segunda-feira (13) que o empresário Maurício Sampaio era a única inimizade do radialista assassinado em 2012.

De acordo com Carvalho, que liderou as investigações sobre a morte de Valério, tendo trabalhado na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) por sete anos, os trabalhos da Polícia Civil concluíram que o comunicador não tinha problemas como dívidas e conflitos passionais.

“As únicas preocupações eram as críticas feitas contra os dirigentes do Atlético Goianiense durante o seu programa jornalístico. Ele (Valério) conversou com a família que isso estava o preocupando”, contou o delegado.

O episódio a que Carvalho se refere se deu durante um comentário do radialista contra os dirigentes do clube, incluindo o então vice-presidente Maurício Sampaio, por conta de uma temporada ruim do Atlético.

Para além dos comentários feitos próximos à data do crime, Sampaio já nutria a inimizade há pelo menos dois anos. O delegado relembrou que o então vice-presidente havia alegado difamação em um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) registrado contra Valério Luiz dois anos antes.

“O acusado (Sampaio) alega que não tinha inimizade com a vítima, que o TCO foi apresentado apenas enquanto representante do Atlético. As provas testemunhais dão comprovação de que havia animosidade entre eles”, destacou o delegado ao júri.

A defesa de Sampaio nega o envolvimento do acusado no crime.

Júri

A expectativa é de que nesta segunda ainda sejam ouvidas outras cinco testemunhas de acusação. Os trabalhos só devem ser concluídos na quarta-feira (15).

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