A Justiça converteu em preventiva a prisão de Ryan Lucas Silva de Souza, de 18 anos. A decisão foi proferida, na manhã desta quinta-feira (18), após audiência de custódia realizada de forma virtual. O jovem é suspeito de matar a tiros a namorada Geovana Rodrigues de Araújo, de 19. O crime aconteceu na noite da última segunda-feira (15), no Setor Independência Mansões, em Aparecida de Goiânia e o investigado foi preso durante a madrugada da última terça-feira (16), em Quirinópolis, no Sudoeste de Goiás.

Após a prisão, a investigação foi transferida para o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida. Responsável pela apuração, o delegado Hudson Benedetti informou que já iniciou os depoimentos e ainda deve ouvir alguns familiares e amigos.

Segundo o investigador, familiares contaram que Ryan e Geovana mantinham um relacionamento há quase três anos. Porém, recentemente, estavam brigando muito e que Ryan era muito ciumento. “A mãe (de Geovana) contou que ele era muito possessivo e ela se submetia a ele”, contou Benedetti.

No dia do crime, o casal estava em uma festa em uma chácara e em determinado momento Geovana teria colocado um biquíni. Ryan não gostou, os dois discutiram e terminaram. Horas depois, o suspeito foi até a casa da vítima e efetuou alguns disparos. Já durante a noite, Geovana marcou um encontro com o Ryan próximo de sua casa.

De acordo com o delegado, câmeras de segurança registraram o momento em que Geovana saiu de casa e foi ao encontro de Ryan, que está em um carro, o mesmo que ele foi preso após o crime. Após um breve diálogo, Ryan atira contra Geovana que cai. Ele, de acordo com o delegado, ainda dá um último tira antes de entrar no carro e fugir.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e após coletar algumas informações entrou em contato com a polícia de Quirinópolis. Os policiais, assim que identificaram Ryan, iniciaram o acompanhamento e o prenderam. Com ele, os policiais apreenderam a arma, que teria sido utilizada no crime com 13 munições deflagradas e duas intactas. 

De acordo com Benedetti, no momento da prisão ele confessou aos policiais que tinha matado a jovem. Porém, durante o depoimento à Polícia Civil (PC) em Quirinópolis, permaneceu em silêncio.

O investigador explica ainda que Ryan deverá responder por feminicídio e porte de arma. O inquérito deverá ser concluído em dez dias e encaminhado para o judiciário.

Tráfico

Após o crime, policiais militares foram até a casa de Ryan e lá apreenderam uma grande quantidade de drogas. De acordo com o delegado, informações preliminares indicam que o investigado integrava uma quadrilha voltada para o tráfico de drogas. No entanto, a investigação ficará a cargo do 4º DP do município.