O titular da Secretaria Geral de Governo (SGG), Adriano da Rocha Lima, afirmou nesta segunda-feira (1º), no programa Jackson Abrão Entrevista, que a marca da campanha de Ronaldo Caiado (UB) nas eleições de 2022 será a interiorização das ações da gestão estadual. Segundo ele, a bandeira será “expandir e continuar o que tem sido feito”.

Durante a entrevista, Adriano disse que a atual gestão teve menos de dois anos de atuação. “Quando [Caiado] chegou ao estado, Goiás estava quebrado, não tinha dinheiro para pagar o funcionalismo público e muito menos para investir em políticas públicas. Logo depois, ainda tivemos a pandemia, então, tivemos um ano e meio de atuação forte, com muita coisa implementada”, afirmou.

De acordo com o titular, atualmente, o estado se destaca no Brasil pelo Produto Interno Bruto (PIB), educação, saúde e segurança pública. “Por isso, precisamos investir na continuidade do que foi feito. O governo vai continuar levando os serviços públicos para todas as regiões do estado. Fazendo a interiorização da política, que é investir além da região metropolitana”, ressaltou.

Polarização

Questionado sobre a disputa presidencial, Adriano lembrou que Caiado apoiou Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2018, mas que eles tiveram uma “única” divergência, que foi na condução da pandemia. “O governador é médico e não abre mão disso. Quando a vacina chegou e a saúde se expandiu, as ações econômicas vieram de forma acelerada”, disse.

Entretanto, ele ressalta que a campanha de Caiado não deve se envolver com a disputa presidencial. “O governador está dedicado ao estado de Goiás. Então, a discussão dele é com o goiano: o que o governo fez e o que o governo vai fazer nos próximos quatro anos. Essa é a meta dele, a discussão federal deixa com os candidatos à eleição presidencial”, pontuou.

5G

Jackson Abrão também perguntou ao titular sobre a chegada da tecnologia 5G em Goiânia e no estado a partir de setembro deste ano. Adriano revelou que a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) deve aprovar o novo marco regulatório para simplificar o processo de licenciamento, que deverá ser adotado pelos municípios goianos para receber a tecnologia com mais agilidade.

“O 5G funciona em uma frequência mais alta, mas quanto mais alta a frequência menor o alcance do sinal. Por isso, precisamos colocar mais antenas e mais estações para cobrir a mesma região. Não é só chegar onde tem o 4G funcionando e colocar o equipamento 5G, temos que colocar em locais adicionais e para isso precisa de licencimento”, explicou.

Segundo ele, o novo marco regulatório será uma referência para os municípios aprovarem leis municipais aderindo essa legislação estadual para facilitar que a tecnologia “chegue a todos os cantos do estado”. “No dia a dia, o 5G fará diferença na hora de assistir um vídeo em alta resolução ou na redução do 'delay' das transmissões ao vivo”, ressaltou.

Transporte coletivo

O titular da SGG também comentou sobre a questão do transporte coletivo no estado. Além de destacar as novas mudanças no serviço, como por exemplo, o Bilhete Único, o Passe Livre do Trabalhador e a Meia Tarifa, Adriano chamou atenção para a necessidade de uma mudança na forma de ver esse tipo de mobilidade urbana, que é vista como “para pobre”.

“A população tem um pouco de preconceito com o transporte público, acha que o ônibus é para pobre ou pessoa de baixa renda. Temos que mudar essa mentalidade”, destacou. Porém, afirmou que também estão sendo feitos investimentos para melhoria do serviço, como a renovação da frota, recapeamento das vias e os ônibus elétricos, que chegarão no início do próximo ano, disse.

Enel

Por fim, Adriano comentou sobre o processo de privatização da distribuição de energia em Goiás. “A Enel não teve a capacidade de fazer os investimentos necessários para recuperar o sistema. Ela vai perder a concessão e a nova concessionária deve entrar nos próximos 60 dias. Aparentemente, as empresas [negociando] são a Equatorial ou a Energiza”, finalizou.

Leia também: 

- Quinta dose contra Covid-19 pode ser necessária em Goiás, aponta superintendente da SES-GO

- Wolmir Amado sobre eleições: “pessoas de bom senso não apoiam Bolsonaro”