Em Goiás, cerca de 49 mil caminhoneiros estão afastados por casos de Covid e alta no preço do diesel

Afastamentos por Covid-19 ou gripes, as más condições das estradas e o alto custo do transporte rodoviário já tiraram quase 50% dos caminhoneiros das estradas. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Terrestre e em Logística (CNTTT) estima que 30% dos empregados no setor já tenham sido afastados por conta de síndromes gripais nas últimas semanas. O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Goiás (Sinditac) estima que mais de 50% dos caminhoneiros já tenham parado os caminhões, o que pode gerar até risco de futuro desabastecimento de alguns produtos.

“Os afastamentos por Covid ocorrem em todas as atividades e conosco não é diferente. Tem muita gente doente”, diz o presidente do Sinditac, Vantuir José Rodrigues. Ele lembra que os caminhoneiros geralmente têm a imunidade mais baixa, pois não se alimentam e nem dormem direito. “Já perdemos muitos companheiros para este doença, que não quiseram parar de trabalhar, mesmo doentes, para não perderem serviço e renda”, ressalta. 

Chuva e Covid atrasam entrega de nova sede da Alego

O aumento das chuvas entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022 e o crescimento de casos de Covid-19 e gripe entre os trabalhadores são os motivos para um novo adiamento da chamada entrega provisória da obra da nova sede da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Marcado para o dia 9 de janeiro deste ano, o término dessa fase da obra agora ficou previsto para o fim deste mês. Nesta sexta-feira (14), porém, a Casa começa a fazer a transferência do sistema e dos gabinetes para a nova sede. Está mantida a expectativa de iniciar o ano legislativo lá.

Segundo o engenheiro Rodrigo Santos, responsável técnico da obra, hoje há cerca de 30 funcionários afastados por licença médica. Mas relata que houve dias no fim de dezembro em que 90 trabalhadores tiveram que ficar em casa por suspeita ou confirmação de Covid-19 ou de gripe. Ele estima que cerca de 350 pessoas trabalhem na construção da nova sede da Assembleia Legislativa, incluindo efetivos da construtora Jota Ele Construções Civis S/A, que realiza a obra, e prestadores de serviço. Ou seja, em um dia, mais de 25% faltaram ao canteiro.

MP vai investigar denúncias de tortura no sistema prisional de Goiás

Denúncias de tortura, problemas com alimentação e dificuldades de acesso dos presos aos advogados e familiares estão entre os pontos que serão investigados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) dentro do sistema prisional goiano, especialmente no complexo de Aparecida de Goiânia e dos presídios de Anápolis e do Entorno do Distrito Federal. A determinação foi feita pelo promotor Fernando Krebs na mesma semana que a Pastoral Carcerária divulgou aumento de 126% das denúncias de tortura em Goiás.

Nesta semana a Pastoral Carcerária Nacional divulgou que Goiás ocupa a terceira posição no ranking dos estados que são os mais denunciados em todo o País. O banco de dados da Pastoral Carcerária Nacional indica que as denúncias de tortura saltaram de 11 casos em 2020 para 26 no ano de 2021. Além deste documento, a Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO) já havia informado em relatório no mês de dezembro do ano passado que os presos relataram tortura e espancamento, inclusive com choques elétricos e afogamentos.