Uma vaquinha online movimenta as redes sociais em Goiânia, principalmente os grupos ligados à Universidade Federal de Goiás (UFG). É que a família do estudante de agronomia da instituição, Guilherme Augusto de Almeida, de 19 anos, recorreu ao instrumento para que ele possa fazer a cirurgia de trombose da veia mesentérica superior, que é responsável por drenar o sangue do intestino delgado. O procedimento está avaliado em R$ 200 mil.

O jovem tem sofrido sangramentos recorrentes de varizes de esôfago e passou a viver com inúmeras restrições. O estudante já foi internado algumas vezes, mas no início de fevereiro deste ano a situação se agravou. 

“Na última vez que o Guilherme foi internado ficamos no hospital por aproximadamente oito dias. Ele voltou a ter sangramentos e desta vez foi mais grave. Durante o período de internação ele recebeu várias transfusões de sangue e foi onde descobrimos que o tratamento convencional da trombose dele não estava mais fazendo efeito”, relatou ao POPULAR a mãe de Guilherme, a costureira autônoma Rita Maria de Almeida. 

A enfermidade de Guilherme foi diagnosticada em 2016, quando ele ainda era adolescente, após uma consulta ao médico por conta de uma dor de barriga. Na época os médicos ficaram surpresos, pois o garoto só tinha 14 anos.

A atual equipe médica, que acompanha o estudante de agronomia no processo, explicou durante o último relatório encaminhado para a família que devido aos sangramentos recorrentes de varizes de esôfago e à dificuldade técnica do tratamento seria necessário a realização de tratamento cirúrgico. 

Rita explicou que o Sistema Único de Saúde (SUS) não realiza a cirurgia e nem o plano de saúde custeia o valor, além dela ser realizada apenas em alguns estados específicos do Brasil. Através de recomendação, a preferência é que ele seja operado em São Paulo com equipe médica especializada. A estimativa do valor total do procedimento cirúrgico é de R$200 mil, onde está incluso a cirurgia, o honorário da equipe médica, exames pré e pós-operatórios, internação e transporte para a capital paulista. 

“O Guilherme vive com uma série de restrições alimentares, tenho que tomar muito cuidado com o que faço para ele comer, justamente por causa do esôfago. Ele não pode fazer atividades físicas e tem as plaquetas muito baixas e por causa disso ele corre o risco de novos sangramentos, o que no momento significa um perigo. Esse dinheiro vai ser muito importante para ajudar a pagar as nossas despesas da cirurgia e de certa forma salvar a vida do meu filho”.

A campanha online foi criada no último mês de abril e a 'vaquinha' já arrecadou cerca de R$8 mil. O valor total de doações, somado às outras campanhas, está em torno de R$12 mil, segundo a mãe de Guilherme. As doações não têm data para acabar, mas o quanto antes a família arrecadar a meta estabelecida de R$200 mil, o estudante conseguirá realizar a cirurgia. As doações estão sendo arrecadadas através do site vakinha ou por meio do PIX: guilhermeaarl14@gmail.com. 

“Agora é uma corrida contra o tempo. Estamos realmente preocupados com novos sangramentos ou até mesmo novas internações”, destacou a mãe. 

Victoria Lacerda é estagiária de jornalismo do convênio GJC/PUC-GO.

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