A estudante Maria Eduarda Vieira, de 16 anos, recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (28) depois de mais de três meses internada. A jovem sofreu uma queda na escola no dia 6 de abril enquanto participava de uma aula de educação física. Ela chegou a ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave, mas veio apresentando melhora e hoje foi para casa com a família.

A saída do Centro de Recuperação e Readaptação Henrique Santillo (Crer) foi motivo de festa entre os familiares e até dos profissionais da unidade de saúde. O pai de Maria Eduarda, o motorista João Batista Gomes, nunca perdeu as esperanças. Mesmo quando ela estava em situação crítica, João agradeceu e pediu orações para as pessoas que acompanhavam a história. "Hoje é um dia de muita alegria e de agradecimento. Alguns médicos nos disseram que esse dia não chegaria, mas ela mostrou o contrário com a força dela", disse.

Segundo pai, essa é a primeira fase do tratamento. Por conta do longo tempo de intubação, ela precisará ser acompanhada por um fonoaudiólogo e um fisioterapeuta para recuperar a fala e a deglutição. A menina ficou internada no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e depois no Crer. “Foram 114 dias de espera. Passamos pela primeira fase. Agora ela parte para a reabilitação. Ela continuará tendo acompanhamento médico para conseguir voltar a andar, falar e comer sozinha. Temos um caminho longo ainda pela frente”, afirmou João.

Relembre o caso

Maria cursa o 3º ano do Ensino Médio e no dia 6 de abril deste ano bateu a cabeça após sofrer uma queda durante uma aula de ginástica na quadra poliesportiva do Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. O movimento, segundo colegas de classe, é conhecido como um “mortal para trás com duas pessoas segurando”.

Durante a aula, o professor teria orientado os alunos a realizar o movimento de estrela. Maria teria conseguido executar duas estrelas e na terceira tentativa caiu, bateu a cabeça no chão e desmaiou. Ela acordou momentos depois, com falas desconexas e sem reconhecer os colegas e a família.

Os pais denunciam que a escola não tinha preparação e material adequado para o modelo de aula. João Batista disse que ele e a mãe de Maria Eduarda foram informados do ocorrido por colegas da estudante e que a escola não prestou os primeiros socorros, tampouco enviou um acompanhante para explicar aos médicos o que tinha acontecido.

O inquérito está em andamento e sob investigação da Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA), que não divulgou mais informações sobre o processo.

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