Os 100 homens da Força Nacional que estão em Goiânia desde agosto permanecem na cidade até 24 de junho de 2020. Depois de prorrogação do prazo pelo Ministério da Justiça, anunciado ontem, a previsão é que a redução dos crimes violentos tenha continuidade, como o que foi observado nos três primeiros meses da atuação da força especial de segurança. Segundo dados do programa Em Frente Brasil, os crimes de homicídio tiveram redução de 34,5% e os crimes de roubo, 39,5%.O coordenador da Força Tarefa em Goiânia, coronel Aylon José de Oliveira Júnior diz que este é um trabalho complementar ao que já é executado pelas forças de segurança do Estado. “A redução se deu pelo trabalho realizado pelas polícias civil, militar e guarda municipal. A atuação da Força Nacional é apenas um complemento. Ela sozinha não seria capaz de imprimir todo este resultado. Continuaremos trabalhando neste prazo para melhorar ainda mais estes números”, diz.Coronel Aylon acrescenta que, inicialmente, não haverá mudança na metodologia de trabalho. São 80 homens atuando diretamente na ação ostensiva, em ações nas ruas. Outras 20 pessoas trabalham com perícias e investigação. Os processos apurados por este grupo remetem a um ano da chegada da Força Nacional neste programa, ou seja, desde julho de 2018. “Os índices de elucidação dos casos biram 100%. Não significa que os autores estão presos, mas identificados”, explica.O coordenador ressalta que os índices de crimes de homicídio em Goiânia são bem menores do que a média nacional. “Até 30 de novembro, a média nacional de homicídios era de 23,5 por 100 mil habitantes, enquanto que em Goiânia, este número era de 15,5 por 100 mil habitantes. Isso mostra que os números estão abaixo e acreditamos que a extensão do prazo por mais seis meses vai nos permitir trabalhar para reduzir ainda mais.”Os trabalhos da Força Nacional são focados na redução de crimes nas Regiões Oeste e Noroeste da Capital. Em agosto, quando foi anunciado, o ministro Sérgio Moro anunciou que as cinco cidades selecionadas para fazerem parte do programa apresentavam altos índices de violência. A medida faz parte de um projeto piloto e além de Goiânia, as cidades escolhidas são Ananindeua (PA), Cariacica (ES), Paulista (PE) e São José dos Pinhais (PR).Comandante do policiamento da Capital, coronel Edson Ferreira Moura também é coordenador da polícia ostensiva dentro deste programa. Ele diz que a ampliação do prazo de atuação da Força Nacional em Goiânia é importante. “Temos mais viaturas e maior presença das forças de segurança perto da população, que vê a viatura, que sente a segurança. Em breve devemos divulgar os índices de criminalidade na Capital e será possível ver que os casos graves, como homicídio, têm reduzido bastante.”O coronel destaca que ele é responsável por definir horário e locais de atuação das equipes. “Certamente os trabalhos deverão continuar focados nas Regiões Oeste e Noroeste, mas estamos acompanhando cada índice para que, se necessário, haja alteração.” Coronel Moura diz que as ações são integradas e discutidas em conjunto para definição das ações. Além da Força Nacional e PM, a Guarda Civil Metropolitana, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal fazem parte da mesa.