A partir desta terça-feira (20) inicia o inverno com duração até o dia 22 de setembro, quando é a chegada da primavera. De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo) e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), neste ano podemos esperar um inverno com poucas chuvas e temperaturas amenas em junho e julho.

“Pode ocorrer chuva nesse período de três meses, que vai até o final de setembro, mas ela não resolverá o problema das secas, da estiagem. São chuvas passageiras. O retorno do período chuvoso começa em meados de outubro, mas em um momento ou outro pode haver pancadas”, afirmou André Amorim, gerente do Cimehgo.

Entre outras características esperadas da estação estão os nevoeiros, que são gotículas de água que flutuam próximo ao solo, atrapalhando a visibilidade, principalmente dos motoristas. Além delas, a formação da névoa seca, que segundo o Cimehgo, é uma massa de ar misturada com poluição, deixando o horizonte opaco e embaçado.

A umidade relativa do ar deve cair, podendo chegar a 10% durante a tarde. De acordo com Amorim, com o período mais seco, também é esperado que aumentem as queimadas, pelo fato de a vegetação estar mais seca e, junto delas, os problemas respiratórios.

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Frio

Em maio, os goianos experimentaram um frio polar, com as quedas bruscas de temperatura. Segundo o gerente do Cimehgo, as próximas semanas também poderão trazer ventos frios para as cidades do Estado. “Junho e julho ainda teremos temperaturas amenas. Pode ter um arzinho frio, mas nada comparada com maio. Teremos temperaturas mais baixas, vamos ter que ir acompanhando os boletins”, informou.

Cuidados com a pele

Com o inverno e a mudança no tempo e no clima, a maioria das pessoas sente a pele mais sensível. De acordo com o médico dermatologista Eduardo Alvares, o maior risco da estação para a pele é a do ressecamento.

“É muito comum, principalmente porque essa época vem junto com o clima seco. O frio também faz com que as pessoas tomem banho quente, deixando a pele mais sensível e fazendo com que ela perca o manto lipídico, que é uma barreira de proteção”, informou o especialista.

Peles mais sensíveis e frágeis são as que mais sofrem, de acordo com Alvares. “Elas ficam avermelhadas, ressecadas e mais propensas a dermatites. Nesse período, a mais comum é a dermatite atópica. A pessoa já tem a condição, mas nesta época ela fica mais evidente. Os sintomas são ardência, prurido, vermelhidão e acomete as áreas internas das dobras da pele”, contou o médico.

Para se proteger desses problemas, o dermatologista faz algumas recomendações: “Tentar tomar banhos mornos para frios e sempre hidratar o corpo após o banho, com a pele ainda úmida”, afirmou.

“O uso exagerado do sabonete também pode irritar ainda mais a pele. O ideal é que, caso a pessoa tome mais de um banho por dia, usar o sabonete mais de uma vez apenas nas áreas em que sua mais, como as genitálias e axilas. As buchas também não são recomendadas, pois também removem o manto lipídico”, disse Alvares.

Segundo ele, mesmo pessoas com peles oleosas devem hidratar a pele do rosto. “A pessoa deve procurar um dermatologista para indicar o produto adequado”, concluiu.