O Ministério Público de Goiás (MP-GO) propôs que a ex-mulhere, ex-sogra e viúva de Lázaro Barbosa paguem R$ 550 para que o processo judicial contra elas chegue ao fim. Em uma audiência, elas devem dizer se aceitam ou não.A promotora de Justiça Lorena Mendes, da 6ª promotoria de Águas Linguas de Gioás, pediu ao Juizado Especial Criminal do município, na quarta-feira (11), para marcar uma audiência preliminar com objetivo de chegar a um acordo de transação penal, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo.A proposta apresenta pelo MP-GO é baseada na Lei 9.099/95, que dispôe sobre processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade. "Todas as três foram indiciadas por favorecimento pessoal e, como a juíza reconheceu que elas não participaram dos crimes do Lázaro, o processo vai seguir o rito lei para crimes de menor potencial ofensivo", explicou a promotoria.Caso as mulheres aceitem a proposta e paguem a multa, o processo é extinto. Se não fecharem acordo ou se aceitarem e não pagarem, o processo volta para análise na Justiça quanto ao oferecimento de denúncia.Leia também:- Inquérito contra mulher e ex de Lázaro Barbosa é transferido para Juizado Especial- Polícia conclui inquéritos sem apontar rede de apoio de Lázaro Barbosa- Secretário vai pedir sequestro de chácara de acusado de ajudar Lázaro BarbosaEm julho deste ano, a Polícia Civil indiciou a ex-sogra de Lázaro, Isabel Evangelista De Sousa, e as ex-companheiras dele, Luana Cristina Evangelista Barreto e Ellen Vieira da Silva, por ajudar foragido. Segundo as investigações, elas teriam mantido contato com ele e omitiram essa informação. A pena prevista para o crime de favorecimento pessoal é de um a seis meses de prisão, além de multa.