O número de casos suspeitos de varíola dos macacos em Goiás subiu para 32 nesta quarta-feira (27), de acordo com o novo Informe Monkeypox, da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). Até ontem, eram 25 notificações suspeitas que aguardavam confirmação do laboratório. Permanecem 12 registros confirmados da doença no estado.

Os casos suspeitos demoram até 15 dias para serem confirmados ou descartados. Os exames de diagnóstico são enviados para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que é o único lugar no país onde se analisam as notificações da doença. No total, 51 notificações foram computadas no estado e seis delas foram descartadas.

Goiânia e Aparecida são os municípios onde há o maior número de casos suspeitos e confirmados. Na capital são nove confirmados e 22 em investigação e na cidade vizinha são dois confirmados e cinco suspeitos. Inhumas tem um caso confirmado. 

Os demais registros suspeitos da doença estão divididos entre Itaberaí, Trindade, Formosa, Valparaíso e Luziânia, com um caso em cada município.

Doença     

A doença causa febre, dor no corpo e aparecimento de gânglios e lesões, que surgem no rosto e se espalham para as mãos e plantas dos pés. O período sintomático pode durar de uma a duas semanas e, depois disso, as feridas costumam desaparecer. A transmissão é feita por contato direto ou indireto, em superfícies contaminadas. 

A varíola “do macaco” recebeu esse nome porque o vírus foi isolado pela primeira vez entre esses mamíferos. Contudo, atualmente, a doença é mais comum entre os roedores. 

Prevenção 

Os cuidados são semelhantes aos do coronavírus, como o distanciamento social, uso de máscaras faciais e lavagem constante das mãos. Nos casos suspeitos ou confirmados, é necessário o isolamento do paciente.

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