Cidades goianas retomam restrições devido aumento de casos de Covid-19 e gripe

O aumento no número de casos de Covid-19 e de gripe em Goiás tem levado os municípios a retomarem medidas restritivas. Pelo menos quatro cidades já publicaram novos decretos sobre o tema e outras estudam o que fazer diante deste cenário de avanço da ômicron, com receio especialmente do carnaval. Goiânia está entre elas, a Prefeitura estuda restringir a realização de eventos na capital. A ideia foi apresentada nesta quarta-feira (12) a representantes do setor produtivo com base em dados epidemiológicos.

Os secretários de Saúde, Durval Pedroso, de Governo, Arthur Bernardes, e o secretário particular e chefe de gabinete do prefeito, José Alves Firmino, apresentaram o cenário atual das doenças, taxa de ocupação dos leitos – que não seria a principal métrica para um novo decreto – e chamaram atenção para o reforço das medidas sanitárias já conhecidas, como uso de álcool em gel e máscaras.

Plano Diretor: 27 ruas de Goiânia terão mais trânsito

O novo Plano Diretor de Goiânia (PDG), que deve ser votado pela Câmara Municipal em fevereiro, vai modificar também a hierarquia de 27 ruas da capital, localizadas em 21 bairros. Estas vias deixam de ser categorizadas como locais e passam a ser coletoras e, com isso, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passam a ter o limite de velocidade aumentado de 30 quilômetros por hora (km/h) para 40 km/h. Além disso, um maior número de atividades econômicas e que apresentam maior grau de incômodo e impacto ao meio ambiente e à infraestrutura poderão ser instaladas no local.

Para se ter uma ideia, nas vias consideradas locais há a predominância de residências e é permitida a instalação de pequenos comércios, como floriculturas e escritórios, ou seja, com grau de incomodidade 1. Já as vias coletoras permitem instalações até o grau de incomodidade 3, fazendo com que seja possível receber oficinas mecânicas, postos de combustíveis e até pequenas fábricas, como de móveis. Todas as ruas que tiveram a hierarquia alterada no relatório final do PDG estão localizadas em bairros da periferia de Goiânia, a maior parte na Região Noroeste da cidade.

Chuvas causam estragos e afetam 12,5 mil pessoas em Goiás

As chuvas já afetaram 12,5 mil pessoas em Goiás. Muitas delas ficaram, em algum momento, isoladas por conta de alagamentos de rodovias, quedas de pontes ou outras situações. Dados preliminares apontam que 420 famílias calungas permanecem sem acesso, e a ajuda em regiões de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre só chega pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros. A Defesa Civil de Goiás ainda contabiliza, preliminarmente, 486 pessoas desalojadas e seis desabrigadas.

Chefe do departamento e gestão de riscos da Defesa Civil Estadual, o capitão Ricardo Oliveira explica que esses dados são preliminares porque são atualizados pelas prefeituras diariamente e, depois, repassados à corporação. O capitão dos bombeiros ainda detalha que o número de 12.504 pessoas afetadas pelas chuvas não significa que elas ainda estejam passando por alguma dificuldade, mas que passaram. Ele cita como exemplo um rio que transborda e impede a passagem dos moradores, mas que depois volta ao normal e a cidade retoma a rotina. “Assim vai acontecendo de acordo com a dinâmica das chuvas.”