Um dos principais pontos da segunda fase do programa Em Frente, Brasil denominada Proteção Socioeconômica, é a construção do Plano Local de Segurança. Ele visa a direcionar as ações do projeto-piloto. O documento, que deve ser concluído amanhã tem sete temáticas que versam sobre os serviços públicos e as carências da população relativas à educação, saúde, emprego e renda, assistência social, entre outros. Antes disto, o Diagnóstico Socioterritorial de Segurança passa por uma fase chamada validação, em que há uma crítica dos resultados apurados.Os grupos de trabalho formados por integrantes dos poderes municipal, estadual e federal avaliam os problemas encontrados e traçam ações específicas para correção. No Plano, são explicitados ao menos 30 conjuntos de ações “capazes de ou de anular os principais problemas ou as causas que tenham correlação com a criminalidade violenta, em especial com os homicídios”, explica o gerente do Em Frente, Brasil, Daniel Barcelos. Ele esteve nesta quarta-feira em Goiânia para coordenar a oficina.O gerente afirma que a implantação da segunda fase tem o objetivo de tornar contínuos os resultados obtidos no primeiro momento de intervenção. “Nós sabemos que quando forças policiais atuam de maneira articulada e integrada com foco em territórios específicos, a tendência é que, de fato, esta redução aconteça. O desafio é como tornar perene esta redução (na violência).”Após concluído o Plano, o mesmo será enviado para os chefes do executivo municipal e estadual para aprovação. A expectativa é que a implantação ocorra “em meados deste semestre”. Barcelos afirma que, embora haja ações a serem executadas de imediato, o acompanhamento das propostas deve ocorrer por um período de 2 anos. “Dentro deste projeto há uma estrutura de governança e gestão. Então, tanto o governo federal, tanto os governos estaduais e municipais instituíram por decreto a estrutura de governança e gestão que vai ser responsável pelo monitoramento e avaliação destas ações”, acrescenta o gerente.LiçõesO projeto-piloto, diz Barcelos, já proporcionou aprendizados importantes para uma possível expansão. O gerente conta que o número de informações que eles trabalharam até então foi muito grande, o que, na visão dele, aumentou a complexidade da iniciativa.A reportagem pediu uma entrevista para a Secretaria de Segurança Pública do Estado, com o objetivo de comentar o andamento do programa, mas até o fechamento da matéria, não houve resposta.