A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) não conseguiu identificar a suposta rede de apoio formada por empresários, políticos e fazendeiros da região do Entorno do Distrito Federal que teriam ajudado Lázaro Barbosa de Souza, de 32 anos, a escapar do cerco policial que durou 20 dias em junho.Nesta terça-feira, durante balanço de uma operação integrada entre as pastas de Segurança Pública de Goiás e do DF, a Polícia Civil goiana apresentou um resumo dos inquéritos finalizados a respeito de Lázaro confirmando que não houve indiciamento de nenhum novo nome além dos já divulgados anteriormente.Leia também:- Secretário vai pedir sequestro de chácara de acusado de ajudar Lázaro Barbosa- Polícia indicia mulher e ex de Lázaro Barbosa por ajuda em fuga- Seis suspeitos de envolvimento com o caso Lázaro Barbosa são presos em GoiásAo todo, quatro pessoas foram indiciadas pelo crime previsto no artigo 348 do Código Penal Brasileiro (CPB), que responsabiliza quem ajuda na fuga criminoso procurado pela polícia. O chacareiro Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, a mulher de Lázaro, Ellen Vieira da Silva, de 20, a ex dele, Luana Cristina Evangelista Barreto, de 30, e a mãe de Luana, Isabel Evangelista de Sousa, de 65.Na entrevista coletiva, a polícia citou erroneamente o nome do caseiro Alain Reis de Santana como o quinto indiciado. Ele chegou a ser preso e teve seu processo enviado à Justiça, mas o nome dele foi retirado e o mesmo passou a ser considerado uma vítima das ameaças de Lázaro, que colaborou com a polícia.O delegado Cleber Martins, titular da Regional de Águas Lindas da Polícia Civil, afirmou em entrevista após a de Rodney, que ao todo foram abertos 13 inquéritos em Goiás após a chacina de uma família em Ceilândia (DF) no dia 9 de junho e que apenas um segue em aberto, o que investiga as circunstâncias em que o fugitivo foi morto durante uma abordagem policial no dia 28 do mesmo mês.Dos 12, um é o que indiciou Elmi e outro, as mulheres. O delegado revelou pistas contra elas, inclusive, que não constam no documento encaminhado à Justiça, mas segundo ele são provas que ainda dependem de uma conclusão do laudo feito nos aparelhos celulares dos suspeitos que serão remetidos ao Judiciário futuramente.Os outros dez inquéritos são de crimes como roubos e latrocínio tentado que teriam sido cometidos por Lázaro. Os delegados responsáveis por estas investigações concluíram que ele agiu sozinho e encaminharam para a Justiça pedindo o arquivamento dos mesmos.Quando questionado se não haveria então uma rede de apoio formada por empresários e fazendeiros que usavam Lázaro como uma espécie de matador de aluguel, conforme dito em outras ocasiões pela delegada Rafaela Azzi, quando adjunta da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), e pelo titular da SSP-GO, Cleber foi interrompido brevemente por Rodney que lhe disse algo no pé de ouvido e sinalizou positivamente com a cabeça quando o delegado respondeu que a identificação dos quatro indiciados comprova que havia, sim, uma rede de apoio e que, mesmo com os inquéritos encerrados, ainda estaria “sendo apurado” o envolvimento de outras pessoas.O titular da SSP-GO voltou a se referir durante a entrevista coletiva a Lázaro Barbosa como “matador de aluguel”, apesar de não haver divulgação de nenhum crime do tipo pelo qual ele esteja sendo investigado. Nenhuma das apurações finalizadas apontam para mortes encomendadas.Após a entrevista coletiva, o delegado de Águas Lindas foi novamente questionado pelo POPULAR sobre as investigações da suposta rede de apoio e informou que ainda havia abertos não um, mas três inquéritos na DIH e um deles seria este. Entretanto, Rafaela Azzi, delegada que cuidava destas investigações, foi transferida para assumir o comando da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR) e a informação da Polícia Civil é que ela havia concluído todos os inquéritos.