Atualizada às 19h31A entrega das obras de revitalização da Praça do Trabalhador, no Setor Norte Ferroviário, só deverá ocorrer no aniversário de Goiânia, em outubro deste ano. Até lá, serão 2 anos e 4 meses para um serviço que começou em junho de 2019 com a previsão de entrega em setembro daquele ano. Em abril deste ano, já na gestão Rogério Cruz (Republicanos), havia a intenção de finalizar a obra neste mês de julho. Com isso, em agosto ocorreria a instalação no local das feiras da Madrugada e Hippie, que desde 2019 estão em locais improvisados ao redor da praça.Os feirantes e comerciantes da Região da Rua 44 tinham a informação, desde junho, de que as obras iam mesmo ser adiadas até o fim de agosto. Entre os feirantes há um consenso de que a mudança de local só vai ocorrer se for feita até setembro, visto que de outubro em diante haveria novamente o problema de alocação durante o período mais intenso de vendas, no fim do ano, como foi em 2019. Logo, a intenção é que, se as obras forem entregues apenas no fim de outubro, o uso efetivo da Praça do Trabalhador pelas feiras só deve ocorrer em 2022.Desde o começo deste ano, a obra no local tem sido de responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh). Segundo o coordenador executivo do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama), Flávio Máximo, a situação de finalização do serviço é complicada em razão de uma dificuldade econômica da empresa contratada, a Construtora Ventuno, que não tem conseguido honrar com o cronograma. Para se ter uma ideia, em setembro 2019, a situação da revitalização era de 70,7% pronta. Agora está em 76%, mesmo 9 meses depois.Além da demora para a entrega da obra, ainda há indefinições sobre como o espaço público será utilizado. No projeto original, entre segunda e sexta-feira haveria um estacionamento na área. Nas quintas, um espaço seria reservado para a Feira da Madrugada e aos sábados e domingos toda a Praça do Trabalhador seria da Feira Hippie, com exceção dos espaços para estacionamentos dos ônibus de turismo, que estão ao redor da praça. No entanto, em abril deste ano a Prefeitura criou um grupo de trabalho para definir como usar a praça.Os principais pontos em discussão são a quantidade de feirantes a ser disposta no local e se vão seguir o projeto original. Secretário executivo da Secretaria Municipal do Desenvolvimento e Economia Criativa (Sedec), Rafael Meirelles, explica que o grupo tem prazo até 16 de setembro para apresentar ao prefeito suas conclusões. Até então foram feitas três reuniões e não há nada definido. “Estamos discutindo qual será o modelo de bancas. Foram apresentadas várias propostas, mas ainda não ficou definido”, diz Meirelles. O modelo é importante para saber qual a capacidade de feirantes do novo espaço. O projeto original era para 4 mil bancas, mas discute-se a possibilidade de chegar a 5.250.O presidente da Associação dos Feirantes da Feira Hippie, Waldivino da Silva, afirma que há levantamento da entidade com 5.746 feirantes. Para a Feira da Madrugada, a presidente Patrícia Mendes diz que não há problema em relação a quantidade, já que neste caso há cerca de 500 bancas, mas que depende de saber como serão as estruturas e o custo das mesmas. “Apresentaram propostas que não tem como pagar”, relata.Os dois presidentes, no entanto, concordam que se a obra não ficar pronta até setembro não há possibilidade de mudança para a Praça do Trabalhador. “Novembro é inviável, é um período festivo, quando a gente vende para colocar nossos compromissos em dia. Teria de fazer a volta para a praça em janeiro ou fevereiro, seria melhor para nós”, diz Silva. Estacionamento ainda indefinidoApesar de o projeto original para a Praça do Trabalhador conter um estacionamento, que seria de uso privado, durante os dias de semana sem feiras no local, ainda não há definição se isso será seguido ou como será feito. A discussão ocorre dentro do grupo de trabalho formado na Sedec. Presidente de honra da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), Jairo Gomes, afirma que para os empresários é salutar que seja mantido o estacionamento funcionando de segunda a quinta-feira, dando mais um dia de utilização para a Feira Hippie. Secretário executivo da Sedec, Rafael Meirelles afirma que o assunto já está resolvido internamente pela Prefeitura, com a ideia de manter o projeto original, mas que é o grupo de trabalho, que tem a presença dos feirantes, empresários e outros, que vai dar uma posição para o prefeito definir.-Imagem (1.2292595)