Atualizada às 16h10

Uma operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (28) resultou na prisão de três policiais militares suspeitos de participar da chacina no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia, em novembro do ano passado. São eles: o cabo Ademar Figueiredo, o sargento Divino Romes Diniz e o soldado Ozíris Fernando de Melo. A Operação, denominada Isadora, teve início de madrugada e contou com 13 delegados e 50 policiais.

A Polícia Civil também cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra o sargento Djalma Gomes da Silva, o soldado Alessandro Rosa dos Santos e o subtenente Fritz Agapito Figueiredo, este último preso pela Operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal, acusado de pertencer a suposto grupo de extermínio da Polícia Militar.

A chacina do Jardim Olímpico foi um dos crimes citados em uma carta anônima enviada em julho a órgãos de segurança pública e à imprensa, atribuindo a policiais militares a autoria de vários crimes, entre eles a morte do cronista esportivo Valério Luiz. A carta cita os nomes de cinco policias militares que supostamente teriam participado da chacina.

Na época, seis pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, foram mortas a tiros em uma residência. Havia sete pessoas na casa na hora do crime e apenas um bebê de dez meses sobreviveu. Todas as vítimas foram executadas com tiros na cabeça. Cinco dos seis assassinados eram parentes.

As mortes foram motivadas porque a família, envolvida com o tráfico de drogas, era extorquida por policiais militares. Um dos militares envolvidos na chacina seria amante da mulher que namorava o homem apontado como traficante. Dias antes do crime, o policial e sua equipe teriam ido ao local e se apoderado do dinheiro do tráfico. A jovem ameaçou entregar o policial e os demais componentes da equipe à Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério Público.

Segundo as testemunhas ouvidas no inquérito, o militar ainda ameaçava a mulher, querendo que ela largasse o namorado e ficasse apenas com ele. Diante da ameaça de denúncia e do ciúme doentio que sentia, o militar e os colegas dele foram até a casa e executaram todos com tiros na cabeça. Morreram Edivone Cândida de Bastos Alves, 47; as filhas Stherfane Cândida de Bastos Reciol, 26, e Ludimila Cândida Alves, 31; os companheiros delas, Luciano Lopes dos Santos, 34, e Rounandes Teles, 23, e a filha de Ludimila, Isadora Monique Cândida Alves, de apenas 4 anos.