A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), Flúvia Amorim, afirmou nesta segunda-feira (18), no programa Jackson Abrão Entrevista, que a 5ª dose da vacina contra a Covid-19 é uma realidade e deve ser necessária. Ela também destaca que é preocupante o número de goianos que não retornaram para receber a segunda dose e os reforços.

"Até que a gente tenha uma nova versão das vacinas, [imunizantes] atualizados, pode ser sim que a gente tenha mais doses de reforço a serem aplicadas. Estudos mostraram que a partir de quatro meses, em média, diminui a proteção e as ondas de Covid-19 continuarão acontecendo. Por isso, é importante manter a população com uma alta proteção”, explicou.

Entretanto, de acordo com dados da última segunda-feira (11) da SES-GO, 718.897 goianos não foram vacinados com a segunda aplicação e 2,6 milhões estão com as doses de reforço atrasadas. Por isso, Flúvia volta a destacar a importância da imunização e dos cuidados pessoais, como o uso de máscaras e higienização das mãos, mesmo com o relaxamento das medidas de proteção. Vale destacar, que a aplicação de mais doses depende de autorização do Ministério da Saúde.

“Apesar das pessoas acharem que está tudo tranquilo, que diminuíram os óbitos e as internações, mas a pandemia ainda não acabou e não podemos subestimar a capacidade do vírus. Então, as pessoas devem se atentar às orientações que são dadas para prevenção. Além disso, [é preocupante] a quantidade de pessoas que estão deixando de atualizar a situação vacinal,  isso pode significar uma próxima onda com casos graves da doença”, afirmou.

Ondas

A superintendente explica que o coronavírus não é uma linha reta, mas uma onda com altas e baixas de casos da doença. “Muda a cada variante, a cada onda a gente tem uma situação diferente”, disse. Flúvia comemora que as últimas ondas tenham sido com casos mais leves, mas ressalta que “menos óbitos e menos internações são resultado da vacinação”.

Cobertura

Atualmente, Goiás tem 74,21% da população vacinada com duas doses ou dose única e 51,87% das crianças de 5 a 11 anos com uma dose da vacina, de acordo com o boletim epidemiológico da SES-GO da última quinta-feira (14). Porém, a secretaria estuda ampliar as faixas etárias da imunização no estado e incluir crianças de 3 a 5 anos na cobertura vacinal.

“Nós estamos com uma equipe técnica desde a semana passada, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou, fazendo o levantamento de quantas doses existem em cada município. Então, estamos esperando esse levantamento ser finalizado para saber quantas crianças [de 3 a 5 anos] a gente consegue vacinar com a primeira e segunda dose”, detalha Flúvia.

Sequelas

Além das vacinas, a secretaria também acompanha as sequelas causadas pela Covid-19. Segundo a superintendente, a ciência ainda tem muito o que conhecer sobre o coronavírus, principalmente, a chamada “covid longa”. “A depressão e ansiedade, a saúde mental, são dos pontos dentro da saúde pública que a gente vai ter muita atenção nesse pós-pandemia”, destacou.

Varíola

Por fim, questionada sobre a varíola em Goiás, Flúvia reforça que o estado tem quatro casos confirmados da doença e investiga outros seis. “Ela preocupa menos devido à evolução dos casos”, afirmou. Segundo ela, as lesões no corpo ajudam na identificação precoce da doença e, com isso, a transmissão é menor devido a pessoas se isolarem.

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