Goiânia registrou uma queda de 0,98% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) para o mês de julho, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa entre as capitais para este mês, impulsionada pela redução dos preços de combustíveis e da energia elétrica residencial.

O índice de preços para o setor transportes em Goiânia sofreu uma queda de 3,78%, enquanto a inflação para habitação caiu 3,56%. Apesar da redução no índice inflação geral, a capital registrou alta nos preços de alimentação e bebidas (+0,83%), artigos de residência (+1,31%), vestuário (+2,11), saúde e cuidados pessoais (+1,03), despesas pessoais (+0,83) e educação (+0,03%).

Além de Goiânia, Curitiba (-0,31%), Rio de Janeiro (-0,10%) e Belém (-0,31%) tiveram queda na inflação em julho. Entre as capitais que registraram aumento no índice de preços estão Brasília (+0,17%), Belo Horizonte (+0,08%), Porto Alegre (+0,21%), São Paulo (+0,35%), Salvador (+0,28%), Recife (+0,87% e Fortaleza (+0,42%).

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ICMS dos combustíveis

A Lei Complementar número 194, de 23 de junho de 2022, classificou os combustíveis como itens essenciais. Com isso, a legislação limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre eles. Em Goiás, a redução da alíquota do imposto sobre a gasolina e o etanol foi de 30% e 25%, respectivamente, para 17%.

Já o diesel passou de 16% para 14% no estado. No anúncio, o governo estadual divulgou que o peso do imposto no litro do combustível comercializado apresentaria redução de R$ 0,85 no caso da gasolina, de R$ 0,38 no etanol e de R$ 0,14 no diesel. A medida, aprovada há cerca de 3 meses das eleiçōes de outubro, vale somente até 31 de dezembro de 2022.

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Brasil

A média da inflação no País registrou queda de 0,13%. O maior impacto no Brasil veio do grupo alimentação e bebidas, com alta de preços de 1,16% no período, acima do 0,25% da prévia de junho.