O técnico Jorginho aprovou a atuação do Atlético-GO em mais um resultado expressivo na Copa Sul-Americana, ao vencer por 1 a 0 o Nacional, na noite desta terça-feira (2), no Estádio Gran Parque Central, em Montevidéu (Uruguai). O treinador decidiu fazer sete mudanças na formação titular e, entre elas, apenas o zagueiro Klaus pôde ser considerado a novidade, pois chegou recentemente, contratado na janela de transferências da CBF.

Além de Klaus, entraram Hayner, Arthur Henrique, Edson Fernando, Léo Pereira, Luiz Fernando e Diego Churin na capital uruguaia. O Dragão fez nove contratações, deve fazer mais algumas e isso deixa o comandante rubro-negro mais tranquilo para rodar o elenco e não sobrecarregar jogadores.

"Até então, não tínhamos muitas opções. Se tivesse problema com o Wanderson e Edson (zagueiros), só tínhamos o (Gabriel) Noga (foi para o Bahia). Tínhamos poucas opções. Creio que, a partir de agora, vamos entrar contra o Bragantino com os jogadores mais descansados. Estamos fazendo o nosso melhor. Vamos rodar os jogadores nas competições. Conversamos isso com o nosso presidente (Adson Batista), a comissão técnica", argumentou Jorginho.

O treinador tem convivido no clube com a oscilação do time nas três competições disputadas. Tem conquistado resultados altamente positivos nas copas do Brasil e Sul-Americana, nas quais o time se encontra a um passo de ser semifinalista nas duas, e tem sequência de seis derrotas seguidas no Brasileirão, em que é penúltimo colocado faltando 18 rodadas para o término da competição.

A ordem é buscar a reabilitação na Série A neste sábado (6), no Estádio Antonio Accioly, diante do RB Bragantino.

Sobre o triunfo na capital uruguaia, o treinador disse que fez o elenco sentir o clima do jogo no Estádio Gran Parque Central, desde o aquecimento, quando foi ao gramado e viu uma torcida eufórica pelo retorno de Luís Suárez ao clube.

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"A atmosfera era muito favorável ao Nacional. É muito difícil jogar aqui", destacou o técnico do Dragão. "Estive numa final de Sul-Americana pela Ponte Preta (2013, foi vice). Estava no Goiás, mas fui demitido (2010, chegou às quartas de final) e agora posso chegar à semifinal. Mas não podemos empolgar com isso", avisou Jorginho, que a cada derrota no Brasileiro, fica ameaçado no cargo. Nas palavras de Adson Batista, o trabalho dele sempre "está em observação".