Aos 35 anos, o agora atacante Apodi se tornou a principal peça ofensiva do Goiás neste início de Série A do Campeonato Brasileiro. Adaptado à nova função, o jogador espera seguir contribuindo com gols e passes decisivos para o crescimento esmeraldino na competição.

Apodi ficou conhecido no futebol brasileiro como lateral direito, mas nos últimos anos tem sido mais aproveitado como um jogador mais ofensivo. Jogar no ataque não é novidade para o veterano.

"Eu já fiz essa função antes, lá fora fiz um pouco antes e no CSA fiz de forma fixa em 2019, por uma temporada. Agora estou tendo essa oportunidade desde o início do ano", frisou.

Questionado sobre como ele se considera, Apodi diz que é um jogador que batalha bastante em campo e hoje funciona como um atacante pelas beiradas do campo. A mudança se deu com o avançar da idade.

"Eu resumiria: sou um jogador voluntarioso. Nos últimos anos, tenho gostado de jogar pelo lado mais à frente. Querendo ou não, tem a questão da idade porque estou com trinta e pouquinho. Ali facilita um pouco mais, mas nada me impede de jogar como lateral. Tenho me adaptado bem porque tenho treinado desde o início do ano nessa posição", avaliou Apodi.

"Estou vivendo esse bom momento e espero que ele continue e também espero que nossa equipe possa crescer com isso, todos juntos. Quando a equipe cresce como conjunto, o individual do jogador também cresce junto", completou o jogador de 35 anos, que marcou um gol sobre o Atlético-MG e participou da jogada que resultou no pênalti convertido por Élvis.

Este foi o terceiro gol de Apodi nesta temporada e o primeiro dele nesta Série A. O "novo" atacante esmeraldino disse que papo de artilharia fica com os centroavantes da equipe, mas que vai buscar balançar as redes sempre que pintar uma oportunidade.

"Vou procurar fazer o meu trabalho e se tiver oportunidade de fazer gol, vou fazer gol. Acredito que é uma das melhores coisas futebol, é o ápice", declarou.

Veja outros temas da entrevista coletiva:

Preparação para o clássico

"É a primeira semana que o Jair (Ventura) tem completa para trabalhar, para recuperar quem tiver de recuperar e ajustar o que tiver. Nada melhor para mudar uma fase, vir a primeira vitória, do que um clássico. Tivemos resultado negativo contra eles neste ano, mas agora temos uma possibilidade"

Diferenças no Goiás desde a derrota na final do Goianão

"Mudou bastante coisa. Nos dois jogos específicos tivemos muitas lesões, perdemos jogadores importantes e jogamos com dois atacantes machucados. Mudou o treinador, mudaram peças e tem de mudar também a nossa atitude"

É revanche?

"Não diria uma revanche, mas um jogo em que temos as totais condições de ir lá e conseguir a nossa primeira vitória, que é o que buscamos"