O Atlético-GO não teve boa estreia no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino Sub-20. Componente do Grupo A, ao lado de São Paulo, Cuiabá-MT e Minas Brasília-DF, a equipe atleticana foi goleada pelo Minas Brasília-DF por 7 a 0, nesta terça-feira (3), em jogo disputado no Estádio Gabriel Marque Silva, em Santana de Parnaíba-SP.

O time rubro-negro buscará a reabilitação nesta quinta-feira (5), diante do Cuiabá-MT, impiedosamente goleado na abertura do torneio pelo São Paulo, por 13 a 0. Depois, o time goiano encara o tricolor no dia 7.

O torneio nacional tem 24 participantes, divididos em seis grupos de quatro agremiações. O melhor de cada chave além dos dois melhores segundos colocados se classificam à fase seguinte.

A equipe do Atlético-GO é composta por jogadoras selecionadas em Goiânia e Distrito Federal. A preparação começou há um mês, no Clube Kaikan, e a base do time disputará a Série A3 do Campeonato Brasileiro, a partir de 21 de maio. Nos últimos dois anos, o Dragão disputou o Brasileiro Feminino, mas o presidente do clube, Adson Batista, sempre deixou claro que não é prioridade disputar os torneios da categoria.

“Nossa estreia, infelizmente, não foi da forma que imaginávamos. Nossas atletas são, em sua maioria, principiantes em um campeonato com essa estrutura”, avaliou a supervisora do Departamento Feminino do Atlético-GO, Isabela Borges. Segundo ela, há confiança de que a equipe possa se reabilitar nas próximas duas partidas, contra Cuiabá-MT e São Paulo. “Mas confiamos em nosso elenco e em nosso trabalho e temos a certeza que o nervosismo e a ansiedade da estreia ficaram para trás. Daqui para frente, nossos resultados serão favoráveis ao que está sendo trabalhado”, disse Isabela.

Durante a preparação, as meninas fizeram jogos-treino, tiveram orientação do instrutor de arbitragem do Atlético-GO, Roberto Giovanny, e do psicólogo Raphael Gonçalves. A intenção é prepará-las para torneios futuros, como a Série A3 do Brasileiro. A projeção é de que 70% das atletas inscritas sejam aproveitadas no time principal.

“Nossas atletas são muito novas, mas a experiência em um campeonato desse nível nos dá a certeza de que, para a (Série) A3, as atletas que serão absorvidas no (time) sub-20 já terão uma cabeça muito mais madura em relação a competição do que hoje”, previu Isabela Borges. “Nossa intenção é que possamos absorver pelo menos 70% do elenco na próxima categoria.”