O Atlético-GO aguarda a comissão de funcionários da Conmebol que vai fazer a vistoria às dependências do Estádio Serra Dourada nesta sexta-feira (17). Como não poderá jogar com o Olímpia (Paraguai) no Estádio Antonio Accioly, por causa da capacidade (12,5 mil pessoas) - a exigência é de no mínimo 20 mil pessoas -, o clube indicou a principal praça esportiva goiana para sediar a partida pelas oitavas de final do torneio, no dia 7 de julho.

A vistoria deve começar na manhã de sexta-feira (17),  a partir das 10 horas, contando com a presença de dois técnicos enviados pela Conmebol à capital goiana.

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As informações foram passadas pelo advogado e diretor administrativo do Atlético-GO, Marcos Egídio. Segundo ele, a vistoria se baseia na verificação dos itens que constam numa espécie de caderno de encargos da entidade.

Há itens que devem receber na vistoria uma atenção especial, como o gramado e a infra-estrutura do estádio. Sobre eles, os técnicos da Conmebol vão fazer as observações.

Sabe-se que a iluminação do Serra Dourada não tem a capacidade exigida pela entidade, que é de 1,2 mil lux - a do estádio é de 850 lux. Assim, o clube terá de pagar multa, por causa deste critério, para jogar em Goiânia.

A preocupação será com as outras exigências, como salas com internet disponível para o trabalho da imprensa, salas para entrevistas coletivas, segurança para o clube visitante. A entidade é muito criteriosa em relação ao regulamento.

O Atlético-GO fez uma visita às instalações do estádio há alguns dias e se propôs a fazer  um trabalho de parceria com o governo estadual para adequar o Serra Dourada.

"Não tenho dúvida de que poderemos ter o jogo em Goiãnia", disse Marcos Egidio. O dirigente deve ser um dos representantes do Atlético-GO no acompanhamento à comissão de vistoria, ao lado de Marla Parreira (administradora do Estádio Antonio Accioly), Júnior Mortosa (supervisor) e Aline Alves (responsável pela logística do clube durante os jogos). A vistoria deverá custar 8 mil dólares (cerca de R $41 mil).