Protagonistas nos últimos anos no futebol goiano, como finalistas das edições em disputa do Estadual, nos títulos conquistados, na presença em torneios internacionais (Sul-Americana, principalmente), além de figurar entre as séries A e B do Brasileiro, Atlético-GO e Goiás iniciam nesta quarta-feira (22) nova etapa do clássico local. No primeiro confronto da história entre clubes goianos na competição, Atlético-GO vão escrever novo capítulo, a partir das 19 horas, no Estádio Antonio Accioly.

Confira as prováveis escalações, escala de arbitragem e onde assistir no final deste texto

Em nova dimensão, os times rubro-negro e alviverde colocam a rivalidade na briga por vaga às quartas de final da Copa do Brasil.

Há quem defina o confronto como o “clássico do século”. Pode ser exagero, mas tem uma ponta de verdade e que terá desfecho no dia 13 de julho, no jogo da volta, no Estádio da Serrinha.

O momento, a conjuntura e o torneio são diferentes, agora. O histórico entre atleticanos e esmeraldinos têm clássicos por Torneio da Integração Nacional, Goiano, séries A e B do Brasileiro, além de outros torneios.

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A Copa do Brasil reserva o acirramento dessa rivalidade local 33 anos depois de criada. A competição, que surgiu em 1989, teve participação dos goianos selada por campanhas de destaque do Goiás nos primeiros anos - em 1989 (semifinal), 1990 (vice-campeão) e 1991 (quadrifinalista). O Atlético-GO só desabrochou em 2010, quando foi semifinalista.

São dois clubes à procura de um espaço privilegiado na sequência do torneio, que ficará com apenas oito participantes, a maioria da elite nacional e de times da Copa Libertadores.

Só um representante goiano sobreviverá. Ao vencedor, a chance de prosseguir e embolsar a premiação de R$ 3,9 milhões. Ao perdedor, restarão a crise e a ressaca moral.

Decisivo de novo
O Atlético-GO terá como um dos trunfos o atacante Wellington Rato. Decisivo nos últimos jogos na Série A, o jogador voltou a encontrar os atalhos para o gol. Nas vitórias sobre Avaí (2 a 1), Fluminense (2 a 0) e Juventude (3 a 1), Wellington Rato deixou o carimbo, ou selo de qualidade e oportunismo, com um gol em cada partida.

Rato assumiu a artilharia do Dragão nesta temporada, com nove gols. A torcida atleticana espera que a boa fase possa perdurar nas oitavas de final da Copa do Brasil, nos dois clássicos decisivos que o Atlético-GO e o Goiás disputam a partir desta quarta-feira (22).

Depois da chegada do técnico Jorginho, Rato acredita que foi possível ajustar “o último detalhe” para concluir às redes adversárias. Os gols dele voltaram, terminando um jejum que durou 13 partidas, por Série A e Sul-Americana. O polivalente atacante não marcou gols na Copa do Brasil, até agora.

Como o Dragão não pode escalar o argentino Diego Churin centralizado no ataque, a missão de fazer a função deve recair sobre Rato, como o jogador teve de fazer em partidas anteriores. Na Sul-Americana, por exemplo, estava na área e fez o histórico gol sobre o Defensa y Justicia (Argentina), o primeiro do Atlético-GO em solo argentino.

Na decisão do Goianão, foi de Rato um dos gols da vitória atleticana sobre o Goiás (3 a 1) na Serrinha. Jogada típica do jogador, que recebeu o passe em velocidade, adentrou a área com a bola protegida e tocou por cima do goleiro com categoria - os gols sobre Vila Nova (semifinal), Goiás (final) e Fluminense são parecidos na preparação do lance e na conclusão.

Mais maduro, Rato comemorou 30 anos no último sábado (18). São dois títulos do Goianão (2020 e 2022) pelo Dragão, além de 15 gols nas duas passagens de um jogador que é uma espécie de revelação tardia para o futebol, pois só se tornou reconhecido após os 28 anos, ao sair do Ferroviário-CE para o Atlético-GO, no fim de setembro de 2020.

Três minutos
No lado esmeraldino da força, o destaque também é um atacante, mas que viveu trajetória oposta à de Rato na carreira. Vinícius, hoje com 28 anos, se tornou jogador profissional aos 16 anos, quando foi revelado pelo Palmeiras. Dois anos mais tarde, participou do elenco campeão da Copa do Brasil de 2012, chefiado por Luiz Felipe Scolari.

Após rodar por vários clubes, Vinícius desembarcou na Serrinha como presente de Natal da diretoria para a torcida, no fim de 2021. Na primeira parte da temporada, brilhou como jogador insinuante pelo lado esquerdo e com uma rara capacidade de encontrar assistências para os companheiros de ataque. O jogador distribuiu dez passes decisivos para gols e lidera o ranking de assistências do time esmeraldino na temporada.

Para Vinícius, será uma experiência praticamente nova disputar o clássico contra o Atlético-GO. O atacante esteve em campo contra o Dragão por apenas três minutos no jogo de ida da final do Goiano, no Accioly. Teve de ser substituído após sofrer lesão que o tirou de campo por um bom tempo. Será um desafio mental para o jogador, que volta pela primeira vez ao palco em que se machucou.

O volante Fellipe Bastos volta pela primeira vez ao estádio rubro-negro, local onde sofreu injúria racial no jogo do 1º turno da Série A. O experiente volante, de 32 anos, foi campeão da copa do Brasil em 2011, quando defendia o Vasco, e conhece o caminho do sucesso na competição nacional.

O clássico goiano na Copa do Brasil terá transmissão no Sportv e Premiere