Sob o incômodo da zona de rebaixamento, Atlético-GO e Goiás voltam a se enfrentar pelo clássico goiano, desta vez pela Série A do Brasileirão, na tarde deste domingo (8), às 16 horas, no Estádio Antonio Accioly. Os representantes do Estado na elite nacional precisam da primeira vitória, resultado em falta e que ainda não conseguiram nas quatro rodadas iniciais da competição.

O Dragão tem três pontos (três empates e uma derrota), enquanto o alviverde soma dois pontos (empatou duas vezes e perdeu dois jogos).

(Veja no fim do texto: onde assistir, prováveis escalações, arbitragem, ingressos)

Por isso, rubro-negros e esmeraldinos projetam um jogo marcado pela guerra de nervos e rivalidade, mas também com a perspectiva de que mostrem bom futebol, equilíbrio e competitividade para temperar o reencontro goiano na temporada. Para coroar a importância da partida, que façam gols como sobremesa.

Isso dependerá do apetite e da pontaria das equipes, que têm jogadores ofensivos e de bons números nesta temporada. Na final do Goianão, o placar não ficou em branco - vitórias do Atlético-GO (1 a 0 no Accioly e 3 a 1 na Serrinha) em jogos em que o volante Marlon Freitas marcou gols nas duas ocasiões da decisão marcada por polêmicas de arbitragem no primeiro jogo. É um traço do clássico que movimenta o futebol regional e do qual espera-se ofensividade.

No Dragão, mandante no clássico, destaque vai para Shaylon (oito gols), Wellington Rato e Marlon Freitas (seis gols cada). No time alviverde, quem se sobressai no quesito são Nicolas (dez gols), Pedro Raul (nove), Vinícius (contundido), Élvis e Apodi (quatro gols cada).

Desde 2006, quando o Atlético-GO iniciou a fase de reconstrução do clube e os dois passaram a brigar pelo título do Estadual com frequência, somente em seis ocasiões o jogo teve o placar em branco (0 a 0). Foram 57 clássicos entre os dois, desde 2006, válidos pelo Estadual e as Séries A e B.

No histórico de enfrentamentos entre Atlético-GO e Goiás, pelo Campeonato Brasileiro, não há muitos jogos - apenas dez, seis na elite nacional (1986, 2010, 2020) e quatro na Série B (2016 e 2018).

Se há uma disputa pela primazia no cenário local e em que algumas decisões de título foram realizadas desde 2006 (nove finais), em nível nacional o que se vê é um clássico caracterizado pela busca da afirmação nacional. Rubro-negros e esmeraldinos têm como meta fazer parte da mesa dos grandes clubes do futebol brasileiro.

Há variação dos números nas duas vertentes. No embate pelo Campeonato Goiano, o Dragão não perde há sete partidas - são seis vitórias e um empate - e a última vitória esmeraldina ocorreu no Goianão de 2019 (3 a 0, na Serrinha). Porém, em nível nacional, o predomínio é do Goiás nos últimos desafios - são quatro triunfos seguidos (dois na Série B 2018 e dois na Série A 2020, apesar do descenso).

Na Série A de 2010, os dois clubes chegaram a ficar abraçados no Z4 em parte do torneio, mas o time atleticano conseguiu se salvar do rebaixamento de maneira sofrida na rodadas finais, enquanto o Goiás sofreu duplamente naquele ano, pois caiu para a Série B e perdeu a decisão da Copa Sul-Americana para o Independiente (Argentina). Na conjuntura atual, o Atlético-GO é quem disputa a Sul-Americana - é líder do Grupo F.

Técnicos têm dúvidas para definir times

As duas equipes têm dúvidas para o clássico. Contusões e dilemas táticos tiram o sono dos dois treinadores. Umberto Louzer, técnico atleticano, teve de substituir o lateral direito Dudu ainda no início do jogo em que o Dragão bateu o Defensa y Justicia (3 a 2) e quebrou jejum de cinco partidas sem vencer.

Os primeiros exames não apontaram lesão no pé esquerdo do jogador, mas ele não treinou. Hayner é opção. Edson (volante e zagueiro), Wellington Rato (atacante), Jefferson (lateral esquerdo) e Luiz Fernando (meia-atacante), ausentes no meio de semana na Sul-Americana, estão à disposição e são opções para o comandante.

Durante parte do trabalho à frente da comissão técnica, Umberto Louzer tem gerenciado mais o processo de recuperação de jogadores do que efetivamente os treinamentos. Por isso, tem sido cauteloso ao trabalhar os atletas no campo. O mérito do técnico foi definir a base da equipe, mas ainda encontra dificuldades quando é necessário fazer o rodízio no elenco.

No Goiás, o time mostrou poder de superação ao disputar jogos equilibrados diante de dois gigantes do futebol nacional - Palmeiras (1 a 1) e Atlético-MG (2 a 2). Aos poucos, o que se vê é que o técnico Jair Ventura começa a dar um padrão tático ao time, em que Apodi tem se destacado como atacante.

O treinador também tem dúvidas na defesa, meio e ataque, mas teve a semana aberta para ajustar a equipe. Jair Ventura pode escalar um trio de zagueiros ou modificar o sistema tático com um volante na vaga de um defensor.

O senão às vésperas do clássico fica por conta do pedido de rescisão do meia-atacante Luan, anunciado como principal contratação do clube para 2022. O jogador deixou o alviverde na quinta-feira (5).

No dia seguinte, a diretoria anunciou a aquisição de 70% dos direitos econômicos do atacante Vinícius junto ao Bahia e a ampliação do vínculo dele até 2025. Mas Vinícius se recupera de lesão muscular, sofrida no primeiro jogo decisivo do Goianão e agravada na derrota (2 a 1) para o RB Bragantino-SP pela Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA

Atlético-GO: Ronaldo; Dudu (Hayner), Wanderson, Ramon Menezes e Jefferson;  Gabriel Baralhas, Marlon Freitas e Jorginho; Shaylon, Wellington Rato e Léo Pereira. Técnico: Umberto Louzer

Goiás: Tadeu; Diego, Sidnei, Reynaldo César e Danilo Barcelos; Fellipe Bastos (Caetano), Henrique Lordelo e Elvis; Apodi, Pedro Raul e Dadá Belmonte (Nicolas). Técnico: Jair Ventura

Local: Estádio Antonio Accioly (Goiânia-GO)
Data: 8/5/2022 (Domingo)
Horário: 16 horas
Transmissão: TV Anhanguera
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães/RJ (Fifa)
Assistentes: Michael Correia/RJ e Thiago Rosa de Oliveira/RJ
Árbitro de Vídeo: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro/RN
AVAR: Flávio Gomes Barroca/RN
Ingressos: 40 reais (inteira). Torcedores com a camisa do Atlético-GO pagam meia e entrada gratuita para mulheres, com necessidade de retirar o bilhete