Planejamento e oportunidades são necessários para um jovem trilhar o caminho para o sucesso no esporte. A ausência de políticas públicas voltadas para a natação, por exemplo, pode atrapalhar na revelação de jovens. Essas são opiniões do coach Alexandre Pussieldi, comentarista de natação.

Para ele, Goiás vive um momento positivo na natação e possui talentos com potencial. A ponderação de Alexandre Pussieldi, porém, é que essa evolução só vai ocorrer com disciplina, planejamento e suportes que fazem a diferença no crescimento esportivo.

“Tem uma geração muito boa da natação goiana. É preciso dar atenção adequada para maximizar o desenvolvimento técnico. Não há controle absoluto do potencial que o atleta pode desenvolver. Por isso, vejo que, mesmo que o atleta tenha talento, é preciso ter planejamento nessa progressão”, analisou Alexandre Pussieldi.

Para o coach, revelar futuros nadadores também passa pela presença de uma política de esporte por parte dos estados. “É importante conseguir que o esporte tenha visão de estado, já que pode ser um impacto direto para a sociedade. Não tem relação de ser sobre esse ou aquele governo, é o simples fato de olhar o esporte como ponto fundamental para o crescimento do ser humano”, opinou.

Para o coach, o esporte tem dinâmica que se assemelha a um esporte coletivo, já que um atleta quando inicia o esporte convive com técnico, o apoio familiar, passa a ter preparação física, de nutricionista e outros setores.

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Ter esse tipo de suporte e oportunidades de competições permitem a um jovem ter sucesso.

“É um efeito bola de neve. O Lucas Alves, por exemplo, pode dominar em Goiás. Ganha quatro medalhas no Brasileiro, volta pra casa e é referência para outros atletas da mesma equipe. Só que, quando ele sai para competir em um torneio de alto nível, pode ser que não domine como ocorre em Goiás. Isso vai exigir que ele treine mais para crescer, melhorar seus resultados e isso vai ocorrer por participar de competições que maximizem a experiência esportiva. Não o deixa acomodado e ajuda a elevar o nível técnico”, concluiu Alexandre Pussieldi.