Nem Atlético-GO nem Goiás. Ninguém fez gol no primeiro clássico das oitavas de final da Copa do Brasil, disputado na noite desta quarta-feira (22) no Estádio Antonio Accioly. A decisão da vaga às quartas de final será no dia 13 de julho, no Estádio da Serrinha.

Em casa, o empate de 0 a 0 não foi o resultado esperado pela equipe atleticana, que pretendia fazer a vantagem no jogo de ida. Na volta, se houver outra igualdade, a vaga será decidida nos pênaltis.

As duas equipes chegaram às oitavas de final após disputa de penalidades, nas quais o Dragão eliminou o Cuiabá-MT (5 a 3) e o Goiás passou pelo Red Bull Bragantino-SP (9 a 8).

Na atual temporada, foi o quarto clássico entre os dois clubes e, pela primeira vez, não há vencedor e o placar termina em branco neste ano. 

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Muita rivalidade marcou o clássico goiano na Copa do Brasil. Os dois nunca tinham se enfrentado pela competição nacional, criada em 1989. A primeira vez é justamente agora, coincidindo com um momento de intensa rivalidade entre os dois clubes, que também estão na Série A do Brasileiro e decidiram, há pouco mais de dois meses, o título do Goianão - o Dragão foi campeão.

O primeiro clássico goiano na Copa do Brasil teve casa cheia no Antonio Accioly - 9.893 pagantes e 10.645 pessoas presentes.

O Atlético-GO repetiu praticamente a formação das últimas partidas, à exceção do argentino Diego Churin, impedido de jogar a Copa do Brasil por ter atuado pelo Grêmio no torneio.

No Goiás, o técnico Jair Ventura modificou o sistema defensivo em relação à derrota para o Corinthians e voltou a usar três zagueiros no clássico. O sistema é o preferido do treinador para armar o alviverde desde que assumiu, mas teve de abandonar a estratégia contra o Corinthians porque não tinha sequer três zagueiros para escalar.

Logo aos 5 minutos, um dos zagueiros escalados, o jovem Da Silva, sentiu uma contusão, caiu no gramado e foi substituído por Yan Souto. Pouco tempo de Da Silva em campo, assim como o drama vivido pelo atacante Vinícius no primeiro jogo da final do Estadual, em que saiu com menos de cinco minutos de jogo.

Muito se esperava do clássico, pela rivalidade entre os times, por ser decisivo na Copa do Brasil, pela premiação (R $3,9 milhões ao classificado) e pelo bom nível técnico que as duas equipes costumam apresentar. O primeiro tempo foi equilibrado. Muita marcação, erros técnicos e táticos e um pouco de tensão, mas sem entradas violentas dos dois times. Tanto rubro-negros quanto esmeraldinos tiveram poucas chances na etapa inicial.

Numa delas, Airton tirou a marcação e chutou forte à meia altura. Tadeu espalmou para o meio da área. Wellington Rato cabeceou para fora e desperdiçou boa chance. No outro bom momento atleticano, Luiz Fernando acertou o voleio na área. Tadeu olhou, torceu e viu a bola sair rente à trave.

O Goiás chegou algumas vezes, mas sem conclusões efetivas. Num clássico marcado pelo nervosismo, ainda sobraram as lamentações. Além de Da Silva,  Wellington Rato teve de ser substituído, contundido, no primeiro tempo.

O Goiás continuou fechado no segundo tempo. O sistema tático organizado pelo técnico Jair Ventura funcionou defensivamente. O Dragão teve mais posse de bola, mais isso não significou efetividade ofensiva.

O time atleticano não conseguiu abrir a marcação do time esmeraldino. Poucas chances para os dois lados. Luiz Fernando arriscou chute, para fora. O alviverde chegou com perigo na cobrança de falta de Élvis. Boa defesa de Ronaldo.

Élvis voltou a assustar o Dragão, assim como Caio Vinícius não teve pontaria para definir uma boa jogada, em que Pedro Raul lamentou não ter sido acionado. Nos acréscimos, Tadeu evitou o gol atleticano.

FICHA TÉCNICA

Atlético-GO: Ronaldo; Hayner, Edson, Ramon Menezes, Jefferson (Arthur Henrique); Gabriel Baralhas, Marlon Freitas, Jorginho: Luiz Fernando (Shaylon), Wellington Rato (Léo Pereira), Airton. Técnico: Jorginho

Goiás: Tadeu; Da Silva (Yan Souto), Caetano, Reynaldo César; Maguinho (Caio Vinícius), Matheus Sales (Luan Dias), Diego, Elvis (Fellipe Bastos) e Dadá Belmonte (Juan Pablo); Vinícius e Pedro Raul. Técnico: Jair Ventura

Local: Estádio Antonio Accioly (Goiânia-GO). Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza/SP (Fifa). Assistentes: Neuza Ines Back/SC (Fifa) e Alex Ang Ribeiro/SP. Árbitro de vídeo: Márcio Henrique de Gois/SP. AVAR: Fabrício Porfírio de Moura/SP. Público: 9.893 pagantes. Renda: R$ 164.920,00.