O volante Fellipe Bastos disse que a punição ao Atlético-GO em razão do caso de injúria racial sofrida por ele no Estádio Antônio Accioly foi um passo à frente, mas ainda vê a punição aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva como uma pena branda. O volante esmeraldino espera que a decisão seja mantida em julgamento no Pleno do STJD e que sirva de exemplo para outros casos.

No dia 26 de julho de 2022, a Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o Atlético-GO com multa no valor de R$ 50 mil e perda de um mando de campo. "A punição ela tem que existir, obviamente, mas vejo ainda como uma punição branda. Perda de mando de campo e um valor que para um clube de futebol é irrisório", comentou Fellipe Bastos.

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Apesar de entender que a punição no âmbito esportivo foi pequena, o jogador esmeraldino entende que representa uma pequena vitória e espera que os tribunais passam a agir da mesma forma com casos semelhantes que vêm acontecendo repetidas vezes. 

"Antigamente nem se punia, agora estão punindo e espero que a punição (para esses casos) venha mais rigorosa. Não só para o Atlético-GO, mas para outros clubes. Agora mesmo, no fim de semana, aconteceu no jogo entre Athletico-PR e São Paulo", destacou.

Fellipe Bastos espera também que essas punições que prejudicam os clubes dos torcedores que praticam atos racistas sejam ferramenta para inibir condutas racistas nos estádios. O Atlético-GO recorreu da decisão da Segunda Comissão e espera reverter a decisão no Pleno do STJD. O volante esmeraldino, por outro lado, quer que a decisão seja mantida.

"Que as punições sejam mais rigorosas e que as pessoas se inibam de fazer essas coisas que são tão feias e tão tristes. Espero que o Pleno (do STJD) mantenha a punição e que a gente evolua como seres humanos", disse o jogador esmeraldino.