No primeiro clássico das oitavas de final da Copa do Brasil, o técnico Jorginho esperava que o Atlético-GO pelo menos saísse com a vantagem no placar sobre o Goiás na partida que os rivais disputaram na noite desta quarta-feira (22), no Estádio Antonio Accioly.

Entre os erros e acertos do time, Jorginho disse que o Dragão teve "bom volume de jogo, conseguiu fazer mais infiltrações", mas isso não resultou em gols que dessem ao time a possibilidade de jogar com alguma vantagem no dia 13 de julho, no Estádio da Serrinha.

A equipe atleticana teria de arriscar mais na visão do treinador, mas encontrou à frente uma equipe reativa e bem organizada.

"Pedi que tivesse finalização de fora da área. Tadeu é um bom goleiro, mas só faz gol quem finaliza", ressaltou o treinador do Atlético-GO, já planejando a sequência que o Dragão terá, intercalando jogos da Série A, copas Sul-Americana e do Brasil durante 30 dias.

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Jorginho citou que, no próximo domingo (25), o time atleticano jogará em Fortaleza, contra o Ceará, pelo Brasileirão. Porém, o clube está com problemas para conseguir um voo para a delegação que não seja tão próximo ao jogo nem desgastante. Do lado contrário, o Goiás vai ter semanas abertas e mais tempo de recuperação do elenco até o clássico da volta, no dia 13 de julho, na casa do Goiás.

"Procuramos descansar mais os nossos jogadores. Nesse momento, o treinamento é o vídeo. Num momento como esse, não adianta treinar demais. O treino é descansar", recomendou o treinador do Atlético-Go. Segundo ele, o caso do atacante Wellington Rato não é grave. O jogador, segundo ele, foi substituído no primeiro tempo, sentiu cansaço muscular e saiu de campo por precaução. Porém, Rato será avaliado pelo departamento médico para saber se terá condições de ser aproveitado diante do Ceará.

Porém, foi perceptível a dificuldade de o treinador fazer mudanças no ataque, pois só teve à disposição, no banco de reservas, o atacante Léo Pereira e o meia atacante Shaylon, que está voltando de contusão muscular. Assim, Jorginho segurou as substituições e fez só três das cinco substituições permitidas - saíram o lateral esquerdo Jefferson, os atacantes Wellington Rato e Luiz Fernando, e entraram Arthur Henrique, Léo Pereira e Shaylon. Foi uma decisão conjunta da comissão técnica, segundo o treinador, de mexer pouco no time, pois "estava bem encaixado."