Na vitória de 2 a 0 pela Copa do Brasil, sobre o Corinthians, o Atlético-GO completou a marca de 50 partidas na temporada. O Dragão está entre os clubes do futebol brasileiro que mais atuaram em 2022, ao lado de Fortaleza e São Paulo, também na casa de 50 vezes. O CRB está à frente, com um jogo a mais (51). Atlhetico-PR, Fluminense e Palmeiras, com 49 jogos, estão encostados no Dragão, enquanto o Flamengo atuou 48 vezes.

A equipe goiana terá garantidas, até novembro, 72 partidas: 50 (disputadas), mais 19 pelo returno da Série A, duas pela Sul-Americana (contra o Nacional, do Uruguai) e uma diante do Corinthians (Copa do Brasil).

Numa perspectiva otimista, a de o Atlético-GO chegar às finais das copas do Brasil e da Sul-Americana, a equipe pode alcançar a incrível somatória de 80 atuações, iniciadas no dia 26 de janeiro, na vitória (1 a 0) sobre o Crac. Desde então, o clube enfrenta maratona de jogos com “elenco curto e enxuto”, na definição do presidente, Adson Batista. Com orçamento menor e ambições maiores, foi ousado no primeiro semestre e teve na média um elenco com menos de 30 atletas, incluindo base.

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Os resultados em campo têm sido positivos para o Dragão: o título do Goianão, a conquista de vagas nas quartas de final das copas do Brasil e da Sul-Americana. Fora dos torneios eliminatórios, convive com o risco de rebaixamento no Brasileiro, tratado como prioridade e que já passa a tirar o sono dos atleticanos.

A meta era passar de turno com pelo menos 20 pontos, mas obteve só 17 pontos e está no Z4. O desequilíbrio é notório - cinco derrotas seguidas e um empate nos últimos seis jogos, quando decidiu vaga na Copa do Brasil e Sul-Americana.

“É difícil você conseguir manter um nível de atuações durante todo o campeonato ou durante três campeonatos, por exemplo. Pode ter um jogo em que você (time) não vai bem ou está cansado. Tivemos essa grande dificuldade, pelo menos até o dia 18 de julho, quando tivemos oportunidade de inscrever alguns jogadores”, explicou o técnico Jorginho, citando dia 18 (julho) como o da abertura da janela de transferências no futebol nacional.

O Dragão regularizou nove atletas: Camutanga, Emerson Santos, Lucas Gazal, Klaus (zagueiros), Kelvin, Ricardinho, Peglow (atacantes), Rhaldiney e Willian Maranhão (volantes). O clube deverá trazer outro atacante e um goleiro, após saída de Luan Polli nesta sexta-feira (29), e ficará sem o volante Edson a partir do dia 10.

“É isso. Quando não temos o elenco realmente grande, que dá essas possibilidades, é um problema sério com o cansaço que acontece, como já aconteceu em alguns jogos. Tentamos repetir o time, mas nem sempre há possibilidade”, diz o técnico.

“Quando se disputa três campeonatos, é preciso ter o elenco realmente maior. É o que estamos fazendo agora. Isso não é o ideal, pois o ideal seria ter um jogo por semana, mas isso é quase impossível aqui no Brasil”, ressaltou o técnico.

Nos próximos dias, o calendário continua apertado para o clube, com jogos no Rio (dia 30) e em Montevidéu (2 de agosto). Na volta, RB Bragantino (6), Nacional (9), Botafogo (13) e Corinthians (17). Os treinos têm sido de menor intensidade para evitar desgaste físico, especialmente para quem jogou mais vezes.