A vitória por 3 a 2 sobre o Defensa y Justicia manteve o Atlético-GO na liderança do Grupo F da Copa Sul-Americana, mas os gols sofridos em jogadas pelo alto ainda atormentam o Dragão. O triunfo atleticano ficou ameaçado no segundo tempo e por pouco não foi conquistado.

O time vencia por 3 a 0, mas viu a equipe argentina diminuir a diferença em dois gols oriundos de cruzamentos nao interceptados pelo sistema defensivo rubro-negro.

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Novamente, o técnico Umberto Louzer teve de buscar explicações à debilidade da equipe, que sofre mais pelos erros cometidos do que pela falta de criatividade e efetividade.

"É algo (cruzamentos) que tem nos incomodado, fomos para o campo fazer ajustes. Os ajustes, sempre iremos fazer. Toda equipe tem os pontos positivos e as fragilidades. Havia a pressão de cinco jogos sem vencer, mas tivemos alguns minutos de dificuldades em alguns momentos em que oscilamos e fomos punidos. Tenho a certeza que vamos ajustar", avaliou o treinador.

Para ele, o Atlético-GO tem uma forma coletiva de jogar em que todos são responsáveis, ofensiva e defensivamente. Cada jogador tem de cumprir a função, mas há a necessidade de o coletivo funcionar.

"É o conjunto. Não consigo dissociar a parte ofensiva da defensiva. A nossa construção começa pelo goleiro e, quando estamos defendendo, a nossa cobrança começa pelo camisa 9. Então, é atacar desde o nosso goleiro e defendermos desde o nosso atacante", destacou o treinador.

Nos últimos jogos, o Dragão sofreu onze gols. A última vitória atleticana havia sido conquistada no dia 12 de abril, sobre o Defensa y Justicia, por 1 a 0. O desafogo veio na noite desta quarta (4), sobre o mesmo adversário.

O Dragão, além de sofrer gols oriundos de cruzamentos, foi vazado nos instantes finais, aos 40 minutos do segundo tempo. Porém, no sufoco, conseguiu garantir o triunfo.

No primeiro tempo, Marlon Freitas abriu o placar no lance em que chutou, a bola tocou no braço de um adversário na área. Pênalti convertido por Marlon Freitas, aos 17 minutos do primeiro tempo.

Shaylon, em belo lance individual, fez 2 a 0 no primeiro minuto da etapa final. O terceiro gol foi polêmico, duvidoso.

Gabriel Baralhas cabeceou, a bola tocou no travessão, na grama e no corpo do goleiro, sem a convicção de que teria entrado. A equipe argentina descontou nos gols de Fontana, aos 17 minutos, e Albertengo, aos 40 minutos.