No último domingo, o técnico Jorginho pediu à torcida do Atlético-GO para não vaiar o capitão e volante Marlon Freitas, que desperdiçou pênalti na vitória sobre o Juventude-RS  (3 a 1) e outros jogadores da equipe. Nesta terça-feira (21), novamente o treinador falou sobre as vaias direcionadas ao capitão atleticano e ressaltou a importância da presença dos torcedores atleticanos no clássico contra o Goiás, pela Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (22). Jorginho lembrou que craques do futebol mundial também tiveram momentos de penalidades não convertidas.

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"Torcedor é fundamental. Tenho falado isso. O que aconteceu no jogo passado, é um pedido, pois não tenho condições de exigir nada, o que peço é que apoie nossos jogadores o tempo todo. Você não pode vaiar o Marlon (Freitas), assim como Jorginho. O Marlon (Freitas) está aqui há três anos", repetiu o técnico, relembrando toda a trajetória de um dos líderes do elenco. "Pênalti, Zico perdeu um pênalti. O Pelé, Ronaldo, o Baggio (risos) em 1994. Então, todos perderam e por que ele (Marlon Freitas) não pode perder?", ressaltou o técnico.

Para ele, Marlon soube superar o episódio. "Não é um pênalti ou sete minutos que podem determinar quem nós somos. O vestiário dele é fantástico", destacou Jorginho, que espera que a torcida atleticana entenda o momento e a necessidade que o time têm nesta fase de decisão da Copa do Brasil. "A torcida tem de entender que nem todo jogador é como Marlon (Freitas). Alguns, podem se abater com a vaia."

O treinador também destacou que é preciso que o torcedor brasileiro cante o Hino Nacional e lembrou que, antes do início do jogo em que o Dragão perdeu do Palmeiras por 4 a 2, os torcedores locais gritavam o nome do clube ao invés de cantarem o hino. "Não é política. Na minha época (jogador), eu cantava o hino (nacional). Fiquei lá ouvindo a torcida do Palmeiras cantando 'Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras' no Hino Nacional. Para mim, um absurdo. Por que não cantar o Hino Nacional", indagou o técnico atleticano.

No retorno ao Dragão, Jorginho comandou o time na classificação inédita às oitavas de final da Copa Sul-Americana - empate de 1 a 1 com a LDU (Equador), em Quito. Agora, terá outra partida decisiva. Desta vez, pela Copa do Brasil.

Na opinião do treinador, um clássico de conotação diferente. "Não tenha dúvida. No contexto nacional, (o clássico) é o confronto mais importante. Uma coisa é enfrentar no Campeonato Brasileiro, no Campeonato Goiano. A outra é jogar pela Copa do Brasil, por tudo que envolve, a parte financeira. Então, acho que é muito forte, é realmente um jogo importantíssimo para duas equipes."