O Atlético-GO terminou o domingo (19) aliviado pela vitória de virada sobre o Juventude-RS no Estádio Antonio Accioly. O Dragão saiu atrás no placar, mas no segundo tempo conseguiu reverter e virou para 3 a 1, deixando a faixa do rebaixamento do Brasileiro. Isso turbina o time para o clássico desta quarta-feira (22), diante do Goiás, a partir das 19 horas. Dessa vez, as duas equipes goianas viram a chave e se enfrentam pela primeira vez na Copa do Brasil, pelas oitavas de final do torneio nacional.

“É uma decisão. Em casa, vamos jogar a nossa vida. É uma final, é sangue nos olhos. É muito importante jogar com o coração”, definiu o técnico Jorginho, elogiando o trabalho de Jair Ventura no Goiás.

Jorginho lembrou que, na Série A de 2010, esteve do outro lado, no comando do Goiás. Naquele ano, foi derrotado pelo Dragão, por 3 a 1. Agora, está no lado contrário e terá de preparar a equipe com alguns desfalques, como o atacante Diego Churin, que já atuou pelo Grêmio na Copa do Brasil. E terá dúvidas, como o zagueiro Wanderson e o atacante Shaylon, que se recuperam de contusão.

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Jorginho pediu à torcida atleticana para não vaiar o volante e capitão Marlon Freitas, que, no primeiro tempo deste domingo (19), desperdiçou uma penalidade, chutando forte, mas ao alcance do goleiro César. No Goianão, Marlon Freitas também havia desperdiçado pênalti, mas se redimiu com o gol marcado na final do Goianão, em que tirou o goleiro Tadeu do lance com a cavadinha no primeiro jogo da decisão - vitória de 1 a 0.

Marlon Freitas fez um golaço no segundo jogo e por, tudo isso, tem muito crédito no clube. Na definição da vaga na Copa do Brasil, foi dele a última cobrança de pênalti no triunfo de 5 a 4 sobre o Cuiabá-MT. “Marlon (Freitas) é importantíssimo. Peço ao torcedor que não faça isso (vaias)”, afirmou Jorginho.

Marlon Freitas participou do lance do empate, com gol marcado por Airton. Ele empurrou o time para frente no segundo tempo e ainda carimbou o travessão adversário. Mas acabou premiado com os gols da vitória, marcados por Wellington Rato e Léo Pereira, após bela arrancada de Airton.

O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, foi mais duro e criticou parte da torcida pela atitude de vaiar o capitão. “O Marlon (Freitas) é um cara de caráter, de personalidade. A torcida não pode vaiar o Marlon (Freitas). Aqui, precisamos contagiar o time”, falou.

Sobre o clássico, segundo ele, não seria interessante decidir vaga com o Goiás na Copa do Brasil, mas o sorteio acabou colocando os dois clubes na rota decisiva. Para o dirigente, o eliminado ficará com a ressaca e a crise nas mãos.

Por isso, Adson Batista e Jorginho esperam que a torcida tenha outra postura no clássico. Na atual temporada, houve três jogos, com duas vitórias atleticanas na final do Goianão (1 a 0 e 3 a 1) e o triunfo do Goiás no Brasileirão - 1 a 0, com gol de Élvis. Na Série A, estão separados por dois pontos - o Dragão soma 16, contra 14 pontos do alviverde.