Desde março, os consumidores têm mudado seus perfis de consumo delivery. De acordo com  dados da consultoria Food Consulting, as pessoas estão pedindo mais vezes e em maior quantidade, o que fez aumentar cerca de 250% a demanda dos consumidores no período de pandemia.

A expectativa é que o delivery cresça 150% neste ano em relação à 2019, representando de 15% a 16% do mercado de alimentação fora do lar. Acompanhando essa tendência, empresas estão agregando o serviço para atender a demanda dos consumidores. É o caso do aplicativo Economize BR, criado pelo goiano Samuel Filipe e sua equipe.

“Há quatro anos lançamos o app que fazia pesquisas de preços, pois percebemos que a diferença entre um mercado e outro era muito grande. Centralizamos todas as ofertas em um só aplicativo, mas com a pandemia, notamos a necessidade de agregar o serviço de delivery, pois o consumidor tinha o melhor preço mas não queria se deslocar até o supermercado”, frisa o diretor executivo.

A possibilidade de compra pelo menor preço e ainda receber a mercadoria em casa atraiu a estudante Karla Margarida. “Antes eu consumia muito refeições pelo aplicativo, mas com a pandemia, me atraiu também o fato de poder comprar roupas e acessórios. Como tenho uma filha pequena, estou evitando sair de casa”, relata.

Com algumas restrições de abertura, as entregas garantem sobrevivência de negócios que estavam parados, mantendo o fluxo de caixa ativo. “Temos tido grande procura e aceitação dos empresários, pois o delivery é uma das formas mais efetivas de se chegar até o cliente”, destaca Samuel.

Uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontou que 30% dos entrevistados pretendem aumentar as compras feitas via e-commerce e 28% planejam usar mais os serviços de delivery. Dados apontam também que 58% dos entrevistados pretendem manter ou aumentar seu volume de compras.