A campanha Novembro Azul, além de alertar sobre os cuidados com a saúde do homem, também traz outra pauta muito importante: o diabetes. De acordo com o Ministério da Saúde, através da Pesquisa Vigitel 2020, nas 26 capitais e no Distrito Federal, 8,2% da população possuem diagnóstico de diabetes, sendo a frequência maior entre as mulheres (9,0%) do que entre os homens (7,3%). A doença silenciosa, que na maioria das vezes acomete pessoas que possuem hábitos de vida não saudáveis, como o sedentarismo de alimentação inadequada, pode ser controlada.

O coordenador corporativo de Inteligência e Saúde do Hapvida, Ricardo Bezerra Walraven, explica que existem dois tipos de diabetes. “O tipo 1 é uma doença bem menos frequente, nasce com as pessoas que são portadoras e acontece quando a produção de insulina pelo corpo é insuficiente ou não ocorre. Isso faz com que a pessoa tenha que tomar medicações para que o açúcar que está no corpo não acumule. É uma doença mais complexa, que infelizmente não tem prevenção e cura”, explica.

O diabetes tipo 2, de acordo com Ricardo, é mais prevalente em 95% dos portadores. “O tipo 2 é mais frequente e bem mais fácil de prevenir ou controlar. As pessoas adquirem por hábitos de vida não saudáveis, através de alimentação rica em açúcar, carboidratos e sedentarismo. Logo, para conseguir prevenir ou controlar, é preciso mudar esses hábitos, ou seja, só depende da própria pessoa, através de alimentação saudável rica em verduras, frutas, proteínas e com exercícios físicos frequentes”, alerta.

Por não apresentar sintomas no começo, para o diagnóstico precoce, é preciso que as pessoas que possuem os fatores de risco façam exames de rotina, com a medição do índice de glicemia. Os principais sintomas da doença incluem fome frequente, sede constante, feridas que demoram a cicatrizar, vontade de urinar várias vezes ao dia, formigamento nos pés e mãos, entre outros. E os fatores de risco para desenvolvimento do diabetes são idade, obesidade ou sobrepeso, pressão alta, colesterol ou triglicérides altos, histórico familiar de diabetes, histórico de diabetes gestacional e diagnóstico de pré-diabetes.

Programa Viver Bem

O Viver Bem, é uma iniciativa do Sistema Hapvida que tem o intuito de acompanhar os pacientes com diabetes tipo 2 de forma regular e com periodicidade estabelecida após resultados de exames e avaliação clínica. O Programa existe desde 2017 e conta com mais de 23 mil pacientes atendidos nas cidades de Fortaleza, Salvador, Recife, Goiânia e Ribeirão Preto.

O programa oferece atendimentos direcionados ao paciente diabético, com estímulo a adesão ao tratamento e mudanças no estilo de vida, o que favorece o controle das glicemias, proporcionando uma vida mais saudável e evitando complicações decorrentes do diabetes.

 “É uma doença que está crescendo mundialmente e por isso o Hapvida criou o programa Viver Bem, para ajudar a população diabética a controlar o mais rápido possível e evitar complicações. Os pilares do tratamento do diabético são alimentação saudável, exercício físico frequente e uso de medicações sempre que necessário, para que o paciente chegue ao nível de compensação da doença o mais rápido possível e evite várias complicações como infarto, AVC, doença renal crônica ou amputações”, explica Ricardo.