Basta dar uma leve passada de dedo pelo perfil do Instagram do DJ e produtor Lukas Ruiz (@vintageculture), mais conhecido como Vintage Culture, para entender onde o sul-mato-grossense de Mundo Novo chegou. Do Tomorrowland, na Bélgica, passando pelo Eletrik Love Festival, na França, até chegar na lendária Fabric London, na Inglaterra, o músico desponta entre os DJs mais auspiciosos de sua geração. Neste sábado (18), Vintage aporta em Goiânia como headliner da festa Só Track Boa, no Arena Passeio Music Stage, no Setor Urias Magalhães.

A ascensão de Vintage Culture foi rápida como um foguete: após lançar versões de clássicos do rock eletrônico de décadas passadas no então SoundCloud, como Blue Monday, da New Order, e Another Brick in the Wall, de Pink Floyd, o artista ganhou cliques no streaming e começou a tocar em festas e festivais de música. Depois, deu foco em canções que fazem parte do repertório da música brasileira, como Bete Balanço, de Cazuza, e Bidolibido, de Fernanda Abreu.

De uma década para cá, Vintage acumula só no Spotify mais de 7 milhões de ouvintes mensais. Em turnê, antes de passar neste sábado por Goiânia, o produtor esteve na Place Beach, em Jaguaruna (SC), Soul Summer, no Recife (PE), e no CarnaUol, em São Paulo. Depois de tocar na capital goiana, Vintage segue para o The Garden, em Joinville (DC) e o EDC México, na Cidade do México.

No Só Track Boa edição Goiânia, Vintage faz uma discotecagem individual programada para começar às 0h30 e, depois, retorna ao palco da festa para um bônus set ao lado do DJ Illusionize, de Goiânia e que alcançou o sucesso precocemente, aos 22 anos. Os dois já estiveram juntos em outros festivais, como o famoso Sollares, em Salvador (BA). Outro goiano entre as atrações principais é Bhaskar, irmão gêmeo de Alok, que apresenta o penúltimo set da festa.

“Eu sou workaholic e amo produzir música. Desde o começo eu acreditei que se eu trabalhasse duro e sempre me dedicasse de corpo e alma eu poderia realizar meus sonhos. É isso que fiz e continuo fazendo”, explica Vintage. No selo Só Track Boa, itinerante e que leva música eletrônica, com foco na house music, para diversas capitais brasileiras, o músico já passou por outras cidades, como Recife (PE) e estará na edição especial de carnaval 2023 do Rio de Janeiro.

Da cidadezinha de Mundo Novo, a 473 km de Campo Grande, Lukas tem 28 anos e é da geração de produtores e DJs que viu o florescer da internet no Brasil e a popularização dos canais de música, como SoundCloud e MySpace. O interesse no eletrônico veio, segundo ele, a partir de um CD de hard trance de um tio. “Ficava no quarto o dia inteiro com meu computador, não tinha o que fazer, então eu ia mexer com música”, conta o DJ.

Insistência
O nome artístico de Vintage Culture se deve, principalmente, por conta de suas influências com o eletrônico antigo, de bandas como Depeche Mode e New Order. O produtor também participa de projetos de música brasileira, como na coletânea especial de mixagens de canções de Rita Lee, quando mixou o clássico Lança Perfume. Há ainda versões de músicas como Várias Queixas, dos Gilson’s, e Pontos de Exclamação, do grupo Jovem Dionísio - o mesmo do sucesso Acorda Pedrinho. “Não me considero bom nem talentoso, me considero insistente”, reitera.

Em 2019, Vintage causou polêmica ao postar no Instagram a cena de um amigo simulando sexo e dando socos em um manequim. Na internet, seguidores o acusaram de fazer apologia à violência contra a mulher. O DJ apagou o vídeo logo em seguida e publicou: “Peço desculpas pela ignorância, desculpas pela bad vibe. Nesse caminho a coisa mais importante que eu aprendi é o poder da energia boa, da good vibe”, disse.

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