Eles já foram nove integrantes simultâneos, hoje são três. Mudanças na formação das bandas ocorrem desde o começo da história da música e se dão por diferentes motivos, desde brigas a vontade da carreira solo. No entanto, poucos conseguem seguir fazendo sucesso e sendo relevantes, como é o caso de Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto, que estão desde o início dos Titãs, em 1982. O trio de ferro, apelido que reforça essa energia e vitalidade, está na estrada e a próxima parada é nesta terça-feira (26), a partir das 19h30, no palco do Flamboyant In Concert 2022. Os ingressos estão esgotados. O show é da turnê Titãs Trio Acústico, que recebe o nome do 16º álbum do grupo lançado em janeiro de 2021. Na apresentação, eles interpretam músicas que marcaram as quatro décadas de carreira dos Titãs, como O Pulso, Enquanto Houver Sol, Querem Meu Sangue, Família, Flores, Polícia e Sonífera Ilha. Além disso, os roqueiros lembram sucessos do título mais comercializado da discografia da banda, o Acústico MTV, gravado em 1997, e que vendeu mais de 2 milhões de cópias, ganhando discos de ouro, platina e de diamante. Eles também apresentam a inédita Caos, lançada nas plataformas digitais. “Esse nosso show passa por todos os grandes sucessos da banda e mais algumas outras coisas em que a gente dá uma bela mostra do que andamos fazendo nos últimos 40 anos”, conta Tony Belloto, em entrevista por telefone ao POPULAR. A formação trio dos Titãs passou por Goiânia em agosto de 2019 em comemoração ao MTV Acústico. Assim como na última vez, os veteranos serão acompanhados por Mário Fabre na bateria e Beto Lee (filho de Rita Lee) voz e guitarra. Os dois estão na banda desde julho de 2016 quando Paulo Miklos – depois de 34 anos - anunciou a saída para se dedicar a carreira solo.

O que o público pode esperar do show em Goiânia? O repertório vai passar por grandes sucessos da banda?

Esse nosso show passa por todos os grandes sucessos da banda e mais algumas outras coisas em que a gente dá uma bela mostra do que andamos fazendo nos últimos 40 anos. Então, tem desde o primeiro sucesso, Sonífera Ilha, de 1984, até a música que estamos lançando agora, Caos, letra de Rita Lee, Roberto de Carvalho e o Beto Lee que eles fizeram especialmente para a gente e que fará parte de um disco de inéditas. Tem tudo que vocês possam imaginar, Homem Primata, Epitáfio, Cabeça de Dinossauro, Marvin, Go Back e faixas da nossa ópera-rock Doze Flores Amarelas (2017)

Como surgiu a ideia do trio acústico, show que vocês vêm percorrendo o Brasil e que batiza o 16º álbum do grupo?

A gente estava trabalhando a nossa ópera-rock em 2017, período que se comemorou os 20 anos de lançamento do MTV Acústico, que foi o nosso álbum de maior sucesso comercial. Os fãs começaram a cobrar alguma coisa, mas como estávamos envolvidos com o outro projeto, não fizemos nada. Após o lançamento e da turnê de Doze Flores Amarelas começamos a pensar no que faríamos em seguida e decidimos partir para essa evocação do Acústico de uma outra maneira, algo mais minimalista e com outras canções que surgiram depois. Já estamos praticamente terminando essa turnê.

Como está sendo essa experiência de trio?

Está sendo prazeroso porque, além de tocar quase tudo, fazemos algo inédito nesses 40 anos de carreira que é conversar de forma mais tranquila e demorada com o público, onde contamos histórias, lembramos momentos, revelamos como algumas faixas foram compostas. É uma experiência única e que só acontece nesse show acústico e que reforça esse sentimento nosso de paixão e orgulho desse trabalho tão sólido. É sempre uma satisfação ver que o nosso repertório desde o mais antigo até o mais novo faz sentido entre si.

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