O aluno da Universidade Federal de Goiás (UFG), Mario Sales, de 23 anos, um apaixonado por música e que estuda o violão desde criança, foi premiado com o primeiro lugar na London International Music Competition (LIMC), uma competição internacional de música clássica, na categoria Virtuoso II.

Nordestino, natural de Maceió, capital do Alagoas, Mário escolheu a UFG para se especializar em música clássica. Ele conta que antes de se mudar para Goiânia, ele já estudava música na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), mas ao participar de um festival musical em Gramado, no Rio Grande do Sul, e conhecer alunos da UFG que lhe disseram que um professor de Goiás poderia lhe ajudar nos estudos, ele quis logo entrar em contato com o goiano. 

O professor é o Eduardo Meirinhos, formado na Alemanha, com mestrado em Musicologia e doutorado em Performance. Mário conta que após os primeiros contatos, ele decidiu fazer uma mobilidade acadêmica, que é quando o estudante de uma instituição pode estudar por um período em outro lugar durante a graduação. A sincronia entre os dois foi tamanha que ele tomou a decisão de se mudar de vez para Goiânia, em 2018, para estudar Bacharelado em Música - Instrumento Violão. 

Música para Mário não é apenas tocar um instrumento. Ele diz que para manter a técnica, chegou a estudar de 4 a 6h por dia o violão, além de todas as outras matérias que o curso exigia. A disciplina com a musicalidade lhe rendeu premiação em competições nacionais. O violonista carrega na bagagem profissional em vários festivais brasileiros, como o Fimus (Campina Grande-2017), Gramado in Concert (Gramado-2018), Femusc (Santa Catarina-2019), nos quais foi bolsista, sendo finalista em todas as competições em que participou. Além de ser premiado no Concurso de Violão Souza Lima (São Paulo-2018), Concurso de Violão Fabio Lima (Curitiba-2019) e no Concurso "Violão e Violão" (Brasil-Portugal, 2022).   

Conquista 

Mário conta que viu o anúncio da competição por acaso, em uma rede social. “Eu já tinha o costume de participar em competições nacionais e online, então fui olhar o regulamento para saber se o que eu estudava, se encaixava. Eles pediram, no momento da inscrição, gravações de músicas que tivessem sido feitas em até 18 meses, para que participassem somente quem tocava de verdade”, diz. 

Então, ele falou para o professor sobre a competição e decidiram focar os estudos para tentar a premiação. O repertório escolhido que lhe rendeu o prêmio na Inglaterra fez jus à cultura brasileira. Mário escolheu os consagrados compositores H. Villa Lobos, e Francisco Mignone. Além deles, tocou canções dos clássicos J. S. Bach (Alemanha) e J. Turina (Espanha). 

O estudante diz que a vitória é fruto de um caminho trilhado há tempos e que, no início, não estava confiante. “Gravei em casa e sem muita expectativa. Quando vi que estava na final, já fiquei feliz. Falei para o meu professor que isso já era muito e ele pediu para que eu confiasse mais no meu potencial. Mas eu realmente não esperava o primeiro lugar", afirmou. 

A vitória significa um reconhecimento pelo trabalho que realiza. “Minha família ficou muito animada, porque desde sempre, eles me apoiaram na música”. Mário aprendeu a tocar violão com um tio e, no início, os acordes eram para a música popular brasileira e para o maracatu.

A competição reuniu músicos de todo o mundo. Com a vitória, além do prêmio em dinheiro, Mário poderá participar de concertos realizados pela entidade organizadora do evento. 

O LIMC foi realizado de forma online, como uma tentativa de acessibilizar a competição para artistas de diferentes localidades. Os candidatos enviaram um vídeo tocando as músicas que eles mesmos escolheram e foram avaliados por um júri artístico. O resultado foi divulgado na última sexta-feira, 22 de julho.

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