O clima é de festa. Freezers lotados de ingredientes e pilhas de panelas de 20 litros aguardam o momento em que a Cantina da Nonna retornará às atividades. Após dois anos de hiato, o Festival Italiano de Nova Veneza realiza sua 16ª edição. Desta quinta-feira até domingo (4 a 7/8), o evento reúne gastronomia, shows e danças em uma programação gratuita que já se tornou tradição na cidade, situada a 41 quilômetros de Goiânia.

Com o objetivo de estimular a confraternização, a celebração de Nova Veneza retorna com o tema “Uma boa massa, bom vinho e, claro, uma boa companhia”. Criado para valorizar a história da cidade, formada por imigrantes italianos que vieram para o Brasil há mais de 100 anos, o festival é realizado anualmente desde 2003. Por conta da Covid-19, a última edição foi realizada em 2019.

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Reunindo a rica gastronomia italiana com os saborosos temperos de Goiás, o festival traz aos pratos uma variedade que mescla receitas clássicas e originais. Polpette, rotolo di pollo con salsa bianca, lasanha, nhoque, polentas fritas, spaghetti alla carbonara, pizza. Ao todos são oferecidas mais de 20 opções de pratos que custarão de R$20 a R$40.

Um dos diferenciais no cardápio é o prato Goiás é Bom Demais, uma união entre o pequi do Centro-Oeste brasileiro e a massa do país europeu. Inventado na cozinha da casa de Vânia Maria Alves, então vendedora e auxiliar de restaurante, o prato encantou os organizadores do festival em 2003, que não só buscavam enaltecer a cultura dos imigrantes e descendentes italianos, como também homenagear Goiás. A pasta com creme de pequi serviu como uma luva.

Requeijão, frango temperado e desfiado, creme e pedaços de pequi são os ingredientes que compõem o molho que fez Vânia Maria ingressar no Festival Italiano. A vendedora que cozinhava apenas para a família, começou como voluntária, e hoje é chef da Cantina da Nonna. Nesta 16ª edição, ela é responsável por coordenar 45 cozinheiras conduzindo mais de 60 panelas. “Tudo na vida tem que ter a simplicidade e a sinceridade, tem que mostrar o que você é. E eu acho que o segredo disso tudo hoje [do festival] é isso: mostrar o que você é, o que faz”, diz a chef ao O POPULAR.

A simplicidade e o afeto de receitas passadas de geração em geração, a tradição cultural celebrada e a união entre vizinhos e amigos para recepcionar o público é o que tornam, segundo Vânia Maria, o evento uma celebração especial. “Aqui tem pessoas que gostam de fazer e trabalhar. Quando nos reunimos viramos uma família, um cuidando do outro, torcendo para dar certo, e ansiosos de ver o público aqui presente”, explica.

Assim como o pequi, a abóbora cabotiá é usada como a grande protagonista de um prato desenvolvido para o Festival Italiano de Nova Veneza. A pasta com creme de zucca é inspirada no Penne Alla Mantovana, típico da região centro-oeste italiana, mas ao contrário da receita original, leva creme de leite para conferir maior cremosidade. Feito com vinho branco, bacon e creme de leite, o sabor da cabotiá se destaca no molho em cima do macarrão penne.

O gnocchi ou nhoque, como é conhecido no Brasil, também é um dos carros-chefes da gastronomia do festival. A massa feita à base de batata, enrolada e cortada em pequenos cubinhos ou bolinhas que são mergulhadas em água fervente marcará presença no evento.

Essas e outras receitas da Cantina Nonna serão destaque na newsletter Deliciosamente, que reúne os conteúdos de gastronomia do jornal O POPULAR. O boletim digital é distribuído gratuitamente às sextas-feiras. Para receber, basta acessar o endereço https://conteudo.opopular.com.br/news-gastronomia e fazer um rápido cadastro.

Atrações
A mistura entre Itália e Goiás vai muito além da gastronomia no Festival Italiano de Nova Veneza. Com estimativa de receber um público de 100 mil pessoas nos quatro dias de festa, o evento terá uma vasta programação cultural gratuita, que vai de show do sertanejo Sérgio Reis na abertura do evento esta noite a apresentação de tenores. Performances folclóricas, roupas típicas, artesanato e baile de máscaras estão entre as atrações do evento.


(Yorrana Maia é estagiária do GJC, em convênio com a PUC-GO, sob supervisão da editora Gabriela Lima)