O cartunista Francisco Rocha, o Rochinha, morreu nesta segunda-feira (09), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em decorrência de um infarto. Rochinha mudou-se de Goiânia há 3 anos, e estava na fila para fazer um transplante de rins. A informação da morte foi confirmada pelo amigo e também cartunista, Jorge Braga.

“Eu recebi a notícia hoje a tarde de uma sobrinha dele. Eu fiquei muito assustado, a gente nunca espera que uma pessoa tão grande possa morrer”, disse Jorge Braga. O colega de profissão descreveu ainda a amizade com Rochinha. “Nós convivemos uma vida inteira, além de cartunista nós éramos amigos. Ele não vai morrer não, o trabalho dele vai ficar aí para mostrar seus belos traços”, destacou.

Rochinha começou a carreira na década de 1970 e durante seus mais de 47 anos de atividades, passou por redações de jornais como O Popular, O Estado de São Paulo, El País e O Globo. Especialista no traço preto e branco, o cartunista era conhecido pela excelência de seus trabalhos.

“Ele foi exímio caricaturista, especialista no traço preto e branco como suporte a um desenho genuíno e perspicaz. Sua técnica o colocava entre os melhores do País, quando em atividade”, destaca André Rodrigues, editor de Arte do jornal O POPULAR.

Em um post de 2018, feito em seu perfil no Facebook, o Rochinha postou uma caricatura do jornalista e escritor Tom Wolfe. O desenho é uma demonstração da habilidade e talento do cartunista.

Formado em arquitetura pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, o gaúcho natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, radicou-se em São Paulo no início dos anos 80. Passou uma temporada em Portugal no início da década de 90 e logo após, fixou moradia em Goiânia. Desde 2019 morava em Porto Alegre.

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