Mr. Catra, 47 anos, é a versão masculina da funkeira Tati Quebra-Barraco. Ambos são expoentes do funk carioca debochado. Murmuram, insinuam com o microfone na mão e só pensam e cantam sexo. Enquanto Tati entoa o refrão: “Dako é bom!” (da faixa Fogão Dako), Catra recita com sua voz grossa de Barry White macho os versinhos: “Só de olhar para essa boca meu boneco já cresceu. Mama eu!” (da música Mama Eu & Vem Piranha). Amanhã, no Sol Music Hall, Mr. Catra é a principal atração da festa temática do InterUFG, homens vestidos de preto e mulheres de branco. Apresenta o show 50 Tons de Catra. Polêmico na vida pessoal – tem mais de 20 filhos e três mulheres –, Mr. Catra diz que se converteu ao judaísmo, embora suas composições não explorem o tema religioso. Nascido Wagner Domingues da Costa, ele foi guitarrista da banda de rock Beco. Mas não conseguiu sair do circuito alternativo. Somente com a explosão do funk carioca, na década de 2000, alcançou visibilidade, sobretudo pelas divertidas paródias que fez no começo da carreira, como Adultério, feita a partir da chatinha Tédio, do grupo Biquini Cavadão. No ano passado, Mr. Catra pegou carona no polêmico videoclipe da canção Kong, do sambista mineiro Alexandre Pires. Tudo porque os dois artistas e o jogador Neymar apareceram vestidos de macaco, o que irritou as associações que lutam contra a discriminação da população negra.-Imagem (Image_1.331263)