Uma das estratégias mais utilizadas por quem busca o emagrecimento é cortar ou reduzir drasticamente o consumo das fontes de carboidratos. Mas será que esse é o único caminho? É possível emagrecer e ter saúde comendo essas fontes alimentares? Antes de falarmos sobre as crenças que giram em torno desse tema, é importante separar o joio do trigo.

Os carboidratos constituem nossa principal fonte energética e estão presentes na maioria dos alimentos que consumimos, como pães, massas, biscoitos, doces, arroz, raízes e tubérculos, grãos, frutas, legumes, entre outros. Cada alimento age de forma diferente no corpo devido ao seu conteúdo como um todo e ao contexto em que está inserido.

Por exemplo, as versões ultraprocessadas são ricas em açúcares, gorduras e calorias e possuem baixíssimo valor nutricional. Já os alimentos in natura fontes de carboidratos fornecem fibras e vários outros nutrientes como vitaminas e minerais que auxiliam em maior saciedade, favorecendo não só o emagrecimento, bem como a regulação metabólica e a saúde do corpo – por isso, estes devem ser sempre priorizados. É de grande importância olhar o alimento como um todo e o contexto da alimentação e não somente um nutriente isolado.

“Carboidrato engorda?” Independente do que se vai comer, para que o emagrecimento ocorra é necessário existir o déficit calórico, ou seja, comer menos calorias do que se gasta ou gastar mais do que se come. Dessa forma, fica claro que o problema não é o carboidrato em si, mas sim o saldo das calorias que entram e saem do corpo ao longo dos dias. Em resumo, mesmo que você “corte” os carboidratos, se comer mais do que se gasta em calorias de outras fontes alimentares isso favorecerá o ganho de peso. Claro que a qualidade dos carboidratos também deve ser considerada visando o emagrecimento saudável. Um dos motivos alegados para o corte do carboidratos é o fato de eles estimularem a insulina que é um hormônio que inibe a quebra e favorece a síntese de gordura, mas esse efeito só resultará em ganho de gordura se o indivíduo estiver em superávit calórico, ou seja, comer mais do que se gasta; portanto, manter o déficit é fundamental.

Entenda que não estou dizendo que você deva comer carboidratos à vontade sem pensar em calorias e na qualidade deles, mas sim que essas fontes podem fazer parte do processo de emagrecimento quando bem adequados e orientados em quantidade e qualidade. Elas desempenham papéis importantes nesse processo como fornecimento de energia para a realização de atividade física, que contribui para o aumento do gasto calórico, e são fontes de fibras, que auxiliam a redução da absorção de gordura provinda da alimentação, na saciedade e no bom funcionamento intestinal, o que é importante para adequada absorção de nutrientes que vão promover diversos benefícios à saúde, entre outras funções.

Por fim, carboidratos não são vilões quando se há uma boa orientação nutricional. Procure um profissional capacitado para melhor te orientar.