Adeus a Jô Soares

“Vão-se os anéis, ficam os dedos!” Essa é uma expressão criada como forma de dizer sobre esperança. Se temos os dedos, podemos ter outros anéis e continuar a apreciá-los. Hoje, com a ausência física de um dos maiores ícones da nossa cultura, parece-me que “foram-se os dedos, ficamos com os anéis!” Anéis, pra que anéis, se não podemos exibi-los? Rir de que, se o que resta é a mais pura miséria cultural? Rir de quem faz piada com cadáveres e mães que choram? Sensação de luto e desesperança, é o sentimento do “pós Jô”, um homem além da miséria cultural, o valor acima do custo. Sobrevivente de um tempo de opressão e profunda pobreza cultural, Jô conseguiu driblar tudo isso e fazer valer sua genialidade. Foi, além de tudo, um homem de sorte, não sobreviveu profissionalmente para ter que encarar os dias atuais, enfrentando o ridículo e driblando a perversão cultural. Provavelmente, estando em ação, teria sido “cancelado”, como é de praxe nos dias atuais, por aqueles que se autointitulam “contra a lacração”; quem sabe, não seria um novo “cumunista”? Vivemos o pior momento de nossa história, com a ignorância, truculência e desprezo pela arte, em sua forma mais genuína, assumindo o lugar da cultura, sem constrangimento. Resta-nos, com a alma compungida, dizer: olhe e apiede-se de nós que ficamos, querido Jô Soares!

Lenoar Santos Macedo | Silvânia-GO

 

O Brasil perdeu um gênio, perdeu o humor inteligente e irreverente de Jô Soares. É incrível como ele é amado por todos. Autor de livros, protagonista de programas de humor, peças de teatro e cinema, cantava e dançava, não parava de brilhar. Era um artista completo, um orgulho para quem de alguma forma compartilhou com ele esses 60 anos de carreira. Ator, autor, diretor, apresentador, entrevistador e tantas outras funções dedicadas à arte e ao entretenimento, ele era multitalentoso..Os bordões e as risadas do Jô vão ficar em nossas memórias. Já estamos com saudades do beijo do gordo.

Márcio Manoel Ferreira | Jardim Novo Mundo – Goiânia

 

Democracia

O assunto do momento é apoiar a democracia e o respeito ao resultado das eleições, mas isso só se refere à posse dos eleitos, quando o mais importante são as ideias e os programas de governo que deveriam ser apresentados no período eleitoral. Não temos partidos estruturados e, logo após eleitos, os Executivos devem compor com os Legislativos e a partir desse momento tudo que foi prometido fica esquecido, e nós, os brasileiros, ficamos esperando as promessas do próximo período eleitoral.

Marcos de Luca Rothen | Setor Bueno - Goiânia