Ativismo afetivo

O lamentável caso de racismo em Portugal contra os filhos do casal de artistas Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso neste final de semana nos alerta mais uma vez para a necessidade de lutarmos incansavelmente contra quaisquer manifestações de ódio, intolerância e preconceito, e que cada um faça isso de sua forma, desde que não se combata violência com mais violência. Sugiro, como sempre, o investimento em educação, além, é claro, do auxílio da Justiça, que está bastante antenada a tudo que envolva esta seara.

Particularmente, sou adepto do “ativismo afetivo” - tento coibir situações, sobretudo de preconceito, com educação, ética e delicadeza.

Sou músico profissional há 42 anos e muito me orgulho de ter vencido na vida com o “dom sagrado da música”. Mesmo assim, vencedor, vira e mexe me encontro envolto em preconceitos, muitos deles, inclusive, estruturais.

Um tempo atrás, uma senhorinha simpática que gosta muito de meu trabalho me perguntou ingenuamente se, além de cantar, eu trabalhava. Carinhosamente lhe respondi que não, que eu somente cantava. Alguns meses atrás, recebi convite de uma grande amiga para cantar em sua festa de aniversário que seria comemorado no salão de festas de sua residência junto com suas melhores amigas. Somente mulheres e eu como único “convidado remunerado”. Cheguei na recepção do prédio, por coincidência, junto com algumas amigas convidadas e, para nosso espanto, a recepcionista liberou a entrada das convidadas e, por estar com meu violão, a colaboradora entendeu que eu tinha de entrar pela entrada de serviço, não entendendo que eu também era convidado. Para a minha grata surpresa, minhas amigas, em solidariedade ao ocorrido, saíram do prédio e seguiram comigo para, juntos, entrarmos pela guarita anexa de serviço, o que deixou a porteira e o zelador do prédio totalmente desconcertados. Eis aí, na prática, o “ativismo afetivo”.

Roberto Célio P. Silva | Setor Pedro Ludovico - Goiânia

 

Nerópolis

A apenas 34 km de Goiânia, a cidade dos doces e do alho, Nerópolis, completou 74 anos neste 3 de agosto de 2022. Com pouco mais de 31 mil habitantes, esta charmosa cidade tem influência direta na nossa capital, e também é muito influenciada pela metrópole goiana. Cidade acolhedora, hospitaleira e cativante, tem esse nome em homenagem ao então senador goiano Nero de Macedo. Parabéns Nerópolis, prosperidade sempre.

Márcio Manoel Ferreira | Jardim Novo Mundo - Goiânia