Só um cigarro

Um único cigarro foi capaz de criar um problema gigante para a administração pública de Goiânia. Um único mendigo, daqueles invisíveis (sim, invisíveis) foi capaz de atear fogo, aliás, um incêndio em uma importante obra pública, fissurado que estava pela droga. Foi o bastante para demonizá-lo. A mídia focou na doentia e “maléfica” figura, simplesmente por existir. Repórteres e mais repórteres apontando nosso maior produto social como um criminoso hediondo. Certo não estava. Mas será ele o único responsável pelo problema? Óbvio que não. Não seria adequado colocar a municipalidade; o Corpo de Bombeiros e os vereadores neste banco, também chamado “dos réus?” Sem o devido juízo temerário, rasgaram R$ 25 milhões. Literalmente jogados no lixo com a agora necessária retirada desse presente de grego imposto por algum expert do município de Goiânia. Sem a devida fiscalização dos bombeiros e dos vereadores?

Interessantemente o Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás (um órgão sério por essência): quando é, por força do ofício, chamado a emitir um laudo em obras privadas, nunca autoriza a instalação de material inflamável em qualquer cômodo ou espaço físico onde haja trânsito de pessoas. Porém, parece-nos que quando se trata da relação com o poder público, não existem critérios a serem seguidos. Pode tudo! O Rerultado é o prejuízo milionário que se está amargando agora. Oportunamente, após o anúncio de que haverá a substituição das “placas de Tróia” por arte, há um artista maravilhoso em Trindade, mundialmente reconhecido pelo seu belíssimo trabalho com gravuras e desenhos ao ar livre. Quem sabe, após esse absurdo administrativo, não o chamem para embelezar os pontos danificados pelo desprezo da municipalidade?

E o mendigo? Ah, o mendigo como “culpado” não passa de mais um coitado (para alguns) e do verdadeiro e único causador (para outros).

Cláudio Brandão | Associação Estadual de Apoio à Saúde - AAS

 

Em defesa da democracia

Felizmente, Jair Bolsonaro está recebendo o repúdio que merece da nossa sociedade por meio deste manifesto em “defesa da democracia”, organizado pela Faculdade de Direito da USP e que congrega banqueiros, empresários, ex-presidentes, juristas, economistas, formadores de opinião, entidades privadas, incluindo políticos que também estão enojados com esse presidente que afronta as nossas instituições e a Constituição. Um basta a Bolsonaro! Que como medíocre presidente está emporcalhando também a imagem do Brasil.

Paulo Panossian | São Carlos-SP